
Finalmente uma luz no fim do túnel para aqueles que investiram suas economias num sonho que se transformou num pesadelo de concreto. A Justiça deu um veredito que ecoou como um trovão pelo setor imobiliário de Votorantim: administradora do shopping e construtora agora têm obrigação legal de colocar as mãos na massa.
O caso – que mais parece um daqueles dramas de novela das nove – envolve um edifício residencial de alto padrão que simplesmente parou no tempo. Imagina só: você compra um apartamento, planeja mudar, e do nada as obras estacionam. Pois é.
O longo caminho até a decisão
Os compradores, coitados, esperaram anos vendo o patrimônio mofar à espera de uma solução. E não foi por falta de aviso – a administradora do shopping e a construtora receberam notificações, mas as obras continuaram paralisadas. Até que a Justiça disse "chega".
Agora as empresas têm um prazo específico (e curto, diga-se de passagem) para apresentar um cronograma real de retomada das obras. E não adianta enrolação: se não cumprirem, a multa é pesada. Muito pesada.
O que diz a decisão judicial
- Prazo de 30 dias para apresentação de projeto executivo
- Cronograma físico-financeiro detalhado da obra
- Multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento
- Obrigação de concluir a construção dentro do prazo estabelecido
O juiz foi categórico: não há mais espaço para procrastinação. Ou as empresas cumprem voluntariamente, ou a força da lei fará elas cumprirem. Simples assim.
Os moradores – esses heróis anônimos que não desistiram – comemoram a vitória. "É uma sensação de alívio misturada com incredulidade", disse um dos compradores que preferiu não se identificar. "Depois de tantas promessas vazias, finalmente temos algo concreto."
O caso serve de alerta para todo o mercado imobiliário: o consumidor moderno está mais informado e menos disposto a aceitar abusos. E a Justiça, parece, está acompanhando esse movimento.
Restauração da confiança? Talvez. Mas certamente é um passo importante na direção certa. Agora é torcer para que as máquinas voltem a funcionar e os apartamentos finalmente recebam seus moradores.