PF apreende R$ 850 mil em operação contra sorteios irregulares no Nordeste
PF apreende R$ 850 mil em operação contra sorteios irregulares

Polícia Federal apreende R$ 850 mil em operação contra sorteios irregulares no Nordeste

A Polícia Federal deflagrou, no domingo, uma operação de grande porte contra um grupo suspeito de realizar sorteios irregulares em promoções comerciais. A ação, batizada de Operação Aleatorius, resultou na apreensão de aproximadamente R$ 850 mil em espécie, além de documentos e outros materiais de interesse para as investigações.

Desvirtuamento de autorizações e suspeitas de irregularidades

De acordo com as informações divulgadas pela PF, há fortes indícios de que o grupo investigado desvirtuou as autorizações concedidas pelo órgão competente do Ministério da Fazenda. As suspeitas recaem sobre a realização de promoções comerciais de forma irregular e, principalmente, sobre a destinação dos recursos arrecadados, que não estaria em conformidade com as normas estabelecidas.

As investigações apontam para um esquema que pode ter lesado consumidores e burlado a legislação vigente, levando a uma ação coordenada das forças policiais.

Mandados cumpridos em múltiplas cidades do Nordeste

Durante a operação, policiais federais cumpriram sete mandados de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Piauí. As diligências ocorreram em quatro cidades de diferentes estados da região Nordeste:

  • Teresina (PI)
  • Juazeiro do Norte (CE)
  • Garanhuns (PE)
  • Caruaru (PE)

Além das buscas, a Justiça determinou a suspensão das atividades da empresa envolvida no esquema, medida que visa interromper imediatamente as operações consideradas irregulares.

Impacto da operação e próximos passos

A apreensão de quase um milhão de reais em dinheiro vivo representa um golpe significativo nas finanças do grupo investigado. A PF ressalta que a operação faz parte de um esforço contínuo para combater fraudes em promoções comerciais e proteger os direitos dos consumidores.

Os investigados poderão responder por crimes como estelionato, falsidade ideológica e desobediência a determinações legais, dependendo do desdobramento das análises dos materiais apreendidos. A Polícia Federal deve continuar as investigações para apurar a extensão total do esquema e identificar todos os envolvidos.