O humorista Whindersson Nunes voltou a se pronunciar sobre a polêmica envolvendo seus gastos milionários com drogas. Em um vídeo publicado no domingo (17), ele admitiu que realmente disse ter gasto R$ 40 milhões com substâncias ilícitas, mas criticou o fato de apenas essa parte da entrevista ter viralizado, enquanto trechos positivos foram ignorados.
Reconhecimento do erro e aprendizado
Whindersson contou que, ao ver a notícia, inicialmente pensou em negar: “Mentira que eu falei uma merda dessa”. No entanto, ao rever a entrevista, percebeu que realmente havia dito aquilo. “Eu falei essa merda mesmo”, afirmou. Ele destacou que aprendeu a lidar com as críticas com mais paciência e calma. “Da mesma forma que tem gente que paga para páginas falarem bem de você, acho que também deve ter quem paga para falar mal. O que aprendi? Sempre dá para mostrar uma coisa boa no meio do caos”, refletiu.
Repercussão seletiva da entrevista
O humorista expressou indignação por a entrevista completa, que considerou “massa”, ter sido reduzida a um único trecho polêmico. “Você vê a entrevista completa e os comentários são: ‘que cabeça interessante’. Aí alguém para em um lugar e fala: ‘isso aqui é notícia’, não as coisas boas que eu fiz”, lamentou. Ele concluiu que precisa focar em falar coisas melhores e aprender cada dia mais.
Alerta sobre saúde mental e gastos excessivos
Whindersson também alertou pessoas que começam a ganhar dinheiro repentinamente sobre os riscos de gastos excessivos. “Se você estiver passando por alguma coisa na sua família, na escola, no trabalho, tenha paciência com você”, disse. Ele relembrou um período em que esteve internado e mencionou que uma característica descrita em seu laudo era a intensidade com que lida com frustrações.
Projeto educacional: telescópio de código aberto
No mesmo vídeo, Whindersson exibiu o telescópio Saturn Janis I, que poderá ser impresso em 3D por qualquer pessoa. O projeto é apoiado pela Tron Robótica Educativa, empresa que fundou com o cientista Gildário Lima. “Hoje minha empresa criou um telescópio, saindo os últimos ajustes para liberar o código para todo mundo imprimir em casa. Eu falo disso em todo lugar, mas não sai em lugar nenhum”, comentou frustrado. Ele explicou que o material é o mesmo da garrafa pet, permitindo reciclagem. O nome é uma homenagem à aluna Thayla Janis. “A gente também vai vender, tudo tem pesquisa, custo, funcionário”, completou.



