Diarista tem televisão furtada em meio ao caos de incêndio na Lapa
A diarista Jaqueline dos Santos viveu um momento de angústia e revolta nesta quinta-feira (22), na região da Lapa, no centro do Rio de Janeiro. Enquanto tentava salvar seus pertences de um incêndio que consumia uma boate na Rua do Riachuelo, ela foi vítima de um roubo oportunista que a deixou sem sua televisão, comprada a duras penas com o suor de seu trabalho.
O drama do incêndio e a perda inesperada
Por volta das 4h30 da manhã, Jaqueline e seu filho acordaram com os gritos dos vizinhos alertando sobre as chamas. Em meio ao desespero, desceram rapidamente para salvar documentos importantes, mas decidiram retornar ao imóvel para resgatar a TV, um bem valioso adquirido com muito esforço. "Foi R$ 1,8 mil à vista, eu na luta, trabalhando de diarista", desabafa a mulher, emocionada.
No entanto, enquanto estavam distraídos com a emergência do fogo, um indivíduo aproveitou a confusão para subtrair o aparelho eletrônico. A situação se agravou quando o filho de Jaqueline tentou impedir o furto, se pendurando no veículo do criminoso em um ato de desespero. "Ainda lutou com meu filho, arrastou o carro com meu filho pendurado", relata a diarista, destacando a violência do ato.
Resposta das autoridades e impactos do incêndio
O caso foi registrado na 5ª Delegacia de Polícia (Mem de Sá), e a Polícia Civil já ouviu a vítima, iniciando diligências para identificar e prender o responsável. Enquanto isso, o incêndio que deu origem ao caos mobilizou o Corpo de Bombeiros, que combateu as chamas em um imóvel comercial. Um funcionário do local precisou de atendimento médico, e moradores de prédios vizinhos foram evacuados por segurança.
Jaqueline expressa sua frustração com a injustiça do ocorrido: "Você na luta para comprar as coisas e uma pessoa que eu sei que tem condições, dá pra ver pelo carro dele, pegar e levar". A cena do filho sendo arrastado pelo carro foi flagrada pela TV Globo, ilustrando a gravidade do incidente.
Este episódio chama a atenção para os riscos enfrentados por trabalhadores em situações de emergência, onde a vulnerabilidade pode ser explorada por criminosos. A comunidade da Lapa agora aguarda por justiça, enquanto reflete sobre a necessidade de maior proteção em momentos de crise.