Tocantins registra 60 mortes violentas no primeiro trimestre de 2026
Tocantins: 60 mortes violentas em 2026, aumento em relação a 2025

Tocantins contabiliza 60 mortes violentas no primeiro trimestre de 2026

O estado do Tocantins registrou um total de 60 mortes violentas durante os primeiros três meses do ano de 2026, conforme dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). Este número representa um aumento em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando 58 pessoas foram assassinadas no estado.

Dados detalhados dos crimes registrados

A Secretaria de Segurança Pública esclareceu que as estatísticas incluem diversas modalidades de crimes violentos com resultado de morte. A distribuição específica para o primeiro trimestre de 2026 foi a seguinte:

  • Homicídios: 53 casos registrados
  • Feminicídios: 4 ocorrências
  • Lesão corporal seguida de morte: 2 casos
  • Latrocínio (roubo seguido de morte): 1 ocorrência

A SSP explicou que seu portal de estatísticas é atualizado em tempo real, e que a classificação dos casos pode ser alterada conforme as investigações avançam, como a mudança de latrocínio para homicídio. Segundo o órgão, essa prática faz parte do trabalho investigativo normal e não indica erros nos dados preliminares.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Posicionamento da Secretaria de Segurança Pública

Em nota oficial, a Secretaria de Segurança Pública do Tocantins afirmou que o estado mantém uma "situação de estabilidade" nos índices de homicídios registrados. Em números absolutos, foram 53 casos de homicídio neste ano, contra 52 no mesmo período de 2025.

A pasta destacou que as cidades mais populosas do estado concentram a maior quantidade de casos violentos. A SSP enfatizou ainda que o Tocantins obteve, nos últimos anos, sucessivas quedas nos números de homicídios e crimes violentos, colocando o estado entre as unidades federativas com os menores índices de violência em termos relativos do país.

Segundo a secretaria, os números positivos podem ser creditados, em grande medida, ao volume sem precedentes de operações realizadas pela Polícia Civil, que enfraqueceram as facções criminosas e frearam disputas territoriais que vinham causando ondas de violência em algumas regiões. A SSP informou que as estratégias de combate ao crime são mantidas em sigilo para não comprometer as investigações em andamento.

Histórias pessoais por trás das estatísticas

Enquanto as autoridades destacam a estabilidade nos índices, famílias das vítimas cobram justiça e questionam a eficácia das investigações. Em fevereiro, Alisson Pinheiro de Sousa, de 22 anos, morreu após ser baleado no peito em Gurupi, no sul do estado. Ele assistia a um jogo de futebol quando foi atingido durante um tiroteio.

Sua mãe, Régina Pinheiro, desabafou sobre a perda: "Ele era uma criança especial, pra todos ele era uma criança, porque ele gostava muito de brincar. Então pra mim é minha eterna criança. Aí, morrer da forma que ele morreu", lamentou a mãe, emocionada.

Segundo a polícia, a morte de Alisson aconteceu após uma confusão entre grupos pela disputa de território. Dois homens foram indiciados por homicídio qualificado e tentativa de homicídio.

Outro caso que completa um ano sem solução é o de Henrique Cardoso de Sousa, também de 22 anos, morto em Tocantinópolis após ser atingido na cabeça durante uma briga em um bar na qual não estava envolvido. Sua irmã, Esmeralda, questiona a demora para prender os suspeitos: "Por que esses acusados continuam soltos na sociedade? Perder alguém assim tão próximo, da família, da forma que foi, é algo muito revoltante", disse ela.

O g1 questionou a SSP sobre este caso específico, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Contexto histórico e perspectivas futuras

A Secretaria de Segurança Pública destacou que os patamares atuais de criminalidade no Tocantins representam alguns dos melhores resultados já registrados no estado. A pasta afirmou que permanece absolutamente comprometida com a manutenção da trajetória de queda da criminalidade no Tocantins, embora reconheça os desafios representados pelo aumento no número absoluto de mortes violentas em comparação com o ano anterior.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar

As autoridades de segurança continuam monitorando a situação e desenvolvendo estratégias específicas para combater a violência, especialmente nas regiões urbanas mais populosas onde se concentram a maioria dos casos. A SSP reafirmou seu compromisso com a transparência nos dados, mesmo com as limitações impostas pela necessidade de sigilo em operações policiais em andamento.