
A manhã de sexta-feira, 30 de agosto, no bairro Jorge Teixeira, zona leste de Manaus, começou com um barulho que ninguém esperava — o som seco de tiros ecoando pelas ruas ainda quietas. Tudo aconteceu por volta das 8h30, e olha, não foi rápido nem simples.
Um homem — até agora sem nome, sem documento, só mais um suspeito na estatística — pilotava uma moto Honda Pop, dessas simples, sem placa mesmo, sabe? Aquelas que a gente já imagina que não anda na legalidade. Do nada, um carro prata fecha o cerco. Dali, sai um atirador. Disparos. Muitos.
A perseguição foi curta, mas intensa. A moto tentou fugir, é claro. Que é que qualquer um faria, não é? Só que os tiros não deram trégua. Um acertou em cheio. O homem caiu no chão, já sem reação, na Rua 19, bem no conjunto Galileia, um lugar que costuma ser tranquilo — ou pelo menos era, até hoje.
Ninguém viu, ninguém sabe?
Pois é. A polícia chegou depois do estrago. A moto ficou lá, abandonada na via, e o homem já não respirava mais. Testemunhas? Quase nenhuma. Quem viu, correu. Quem ouviu, fechou a janela. Medo, né? Sempre o mesmo medo de falar, de se envolver, de aparecer no próximo boletim de ocorrência.
Os militares reviraram a área. Nada de armas, nada de pistas claras. Só o carro prata — que também sumiu. Sumiu como? Bom, aí já é outra história. Alguém viu a placa? Nope. Alguém anotou o modelo? Também não. Parece que o atirador sabia muito bem o que estava fazendo.
E agora?
O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML). Vão tentar identificá-lo — sabe-se lá quanto tempo isso vai levar. O caso agora está sob investigação da Delegacia de Homicídios e Desaparecidos (DHD). Eles prometem apurar tudo, mas a gente já conhece o script, não é? Prometem, investigam, e no final… às vezes sobra mais pergunta que resposta.
Será que era mesmo um assaltante? Será que a ação — violenta, letal — foi legitima? Ou será que a justiça com as próprias mãos ainda anda solta por aí? Manaus não é novata nesse tipo de drama. E a população, ah, a população fica dividida: entre o alívio de um suposto bandido a menos e o medo de que amanhã possa ser alguém inocente no meio do fogo cruzado.
Uma coisa é certa: a violência na cidade não dá sossego. E histórias como essa, infelizmente, se repetem todo dia — cada uma com um pouco mais de drama, um pouco menos de esperança.