Jovem de 21 anos é morta a facadas em supermercado de Iporá por ex-colega de trabalho
Mulher morre após levar 9 facadas em supermercado de Iporá

Jovem de 21 anos é morta a facadas em supermercado de Iporá por ex-colega de trabalho

A jovem Natasha Eduarda Alves de Sá, de apenas 21 anos, foi brutalmente assassinada dentro do supermercado onde trabalhava na cidade de Iporá, no estado de Goiás. O crime ocorreu na terça-feira (20) e chocou a comunidade local, revelando uma tragédia que interrompeu os sonhos de uma vida promissora.

Detalhes do crime e prisão do suspeito

Segundo informações da Polícia Civil, Natasha foi atacada com uma faca retirada do próprio estabelecimento comercial, sofrendo nove facadas que levaram à sua morte. A vítima foi socorrida e encaminhada a uma unidade de atendimento médico, mas não resistiu aos graves ferimentos. O suspeito, um ex-colega de trabalho de 20 anos, foi preso em flagrante delito no local do crime. Como seu nome não foi divulgado oficialmente, não foi possível obter contato com sua defesa para comentários sobre o caso.

Perfil da vítima e sonhos interrompidos

Natasha era natural de Piranhas, no oeste goiano, e havia se mudado para Iporá aos 18 anos para cursar Agronomia, seu grande sonho profissional. Devido a dificuldades financeiras, precisou trancar o curso e começou a trabalhar como caixa no supermercado há aproximadamente um ano. Seu pai, Marcelo Alves da Silva, de 44 anos, funcionário público, descreveu a filha como brincalhona, responsável e muito dedicada.

Ela era a filha do meio de três irmãos, tendo uma irmã de 19 anos e um irmão de 22 anos. Em Iporá, morava sozinha em uma quitinete, mantendo uma vida discreta e focada no trabalho. Colegas a descreviam como profissional exemplar, sendo promovida a chefe em poucos meses de atuação no supermercado.

Testemunho emocionado do pai

Em entrevista, Marcelo Alves compartilhou detalhes dolorosos sobre a personalidade e os últimos momentos da filha. Ela era muito precavida, não gostava de andar sozinha e sempre chamava Uber quando precisava sair, relatou o pai, destacando que Natasha evitava más companhias e mantinha apenas boas amizades.

No dia do crime, segundo relatos de uma amiga, Natasha estava particularmente feliz e vaidosa. Ao chegar ao trabalho, brincou dizendo que havia ido para arrasar, demonstrando seu espírito alegre que contrasta brutalmente com o desfecho trágico.

Última visita à família e comoção coletiva

Duas semanas antes do assassinato, Natasha havia visitado a família em Piranhas, passando um fim de semana inteiro com parentes. Foi o último dia que vimos nossa filha com vida, lamentou Marcelo, descrevendo momentos de alegria compartilhados em casa, incluindo visitas à avó e à madrinha.

O enterro da jovem, realizado na quarta-feira (21), foi acompanhado por uma multidão de pessoas, incluindo moradores de outras cidades da região. Piranhas parou. Veio gente de várias cidades vizinhas para o velório, emocionou-se o pai, que fez um apelo público por justiça. A comoção demonstrou o impacto profundo que a morte de Natasha causou na comunidade, evidenciando como uma vida cheia de potencial foi abruptamente interrompida pela violência.