
Uma cena que causa repúdio e indignação. Na madrugada de quarta-feira (27), um indivíduo foi flagrado — sem saber que estava sendo observado — praticando um ato covarde em duas residências no Jardim Palma Travassos, em Franca.
As câmeras de segurança capturaram tudo, e o vídeo é assustadoramente claro. Por volta das 3h da manhã, enquanto a cidade dormia, ele se aproxima calmamente de um muro branco. Carrega na mão o instrumento do crime: uma lata de tinta spray.
E então, com uma frieza que chega a dar arrepios, ele desenha não um, mas dois símbolos nazistas. A suástica, claro — aquele emblema horrível que a humanidade jurou nunca mais ver.
Não foi um ato isolado
Pouco depois, o mesmo sujeito seguiu para outra casa, a poucos metros dali, e repetiu a ofensa. Dois gestos de ódio, duas marcas de intolerância, tudo registrado em alta definição.
As vítimas, como era de se esperar, acordaram com o susto. Encontrar aquele símbolo de violência estampado na própria casa é algo que ninguém deveria passar. Elas contaram tudo para a polícia, e claro, entregaram as filmagens.
O que diz a lei?
Aqui a coisa fica séria — e vai além de um simples vandalismo. Pintar uma suástica não é só pichar um muro. É praticar racismo, é incitar o ódio. E no Brasil, isso é crime inafiançável. A pena pode chegar a cinco anos de prisão.
A Polícia Civil já abriu um inquérito para apurar o caso. Eles estão analisando as imagens frame a frame, tentando identificar o rosto do homem. Ele usava uma camisa escura, shorts e um boné — mas dá pra ver seu jeito de andar, sua postura.
Alguém deve conhecê-lo. Alguém sempre conhece.
Enquanto isso, a pergunta que fica é: o que leva uma pessoa a fazer algo assim? Num país miscigenado como o nosso, num estado como São Paulo, numa cidade do interior... é de uma falta de sentido absurda. Uma provocação vazia? Ódio genuíno? A polícia quer descobrir.
Qualquer informação, mesmo que pareça pequena, pode ser crucial. O Disque-Denúncia (181) recebe ligações anônimas. Franca não merece isso. Ninguém merece.