
Era pra ser mais uma manhã qualquer na movimentada Rua Professor Lacê, em Rio das Pedras. Mas o que os primeiros raios de sol revelaram nesta terça-feira, 27, foi uma cena que corta o coração de qualquer um. Lá estava ele, um homem — até agora um desconhecido, um João Ninguém que carregava uma história inteira consigo — estendido no chão, sem vida.
Quem passava por volta das 7h30 se deparou com aquele quadro sombrio. Não deu outra: o choque, a correria, a ligação frenética para a polícia. A PM chegou rápido, é verdade, mas a essa altura já era tarde demais. O que restava era apenas o silêncio pesado e um corpo que contava, sem palavras, uma história brutal interrompida.
Os peritos do Instituto Médico-Legal (IML) deram conta do recado. Levaram o corpo para exames, na tentativa de desvendar os últimos momentos dessa vida. E as aparências, ah, as aparências enganam, mas não dessa vez: tudo indica que ele não partiu em paz. Marcas de violência — a polícia evita dar detalhes, claro, para não atrapalhar as investigações — sugerem uma morte nada natural.
Um quebra-cabeça sem peças
Eis o grande mistério: quem era esse homem? A polícia ainda está no escuro. Sem documentos, sem identidade, sem ninguém para clamar por ele. É como se ele tivesse surgido do nada apenas para encontrar um fim trágico naquele asfalto.
As perguntas se acumulam, e as respostas… bem, essas ainda estão por vir. Motivação? Briga pessoal? Acerto de contas? O delegado responsável pelo caso deve correr atrás de pistas, imagens de câmeras de segurança — a esperança de todo investigador — e qualquer testemunha que possa ter visto ou ouvido algo. Alguém sempre vê.
Enquanto isso, a comunidade de Rio das Pedras, aquela aglomeração fervilhante de gente trabalhadora, fica com aquele gosto amargo na boca. Mais um episódio de violência que lembra a todos que a sensação de segurança é, muitas vezes, só uma ilusão.