Homem de 60 anos morre após espancamento em Arujá; polícia investiga ligação com estupro
Homem morre espancado em Arujá; polícia investiga caso

Homem de 60 anos morre após espancamento brutal em Arujá

A Polícia Civil está investigando a morte de um homem de 60 anos, ocorrida nesta segunda-feira (9), em Arujá, na região do Alto Tietê, em São Paulo. A vítima faleceu após ser brutalmente espancada por um grupo de pessoas ainda não identificadas pelas autoridades policiais.

Suspeita de estupro motiva agressão violenta

Segundo informações preliminares da investigação, as agressões teriam ocorrido porque os agressores acreditavam que o homem havia cometido um estupro contra uma jovem de 30 anos. O crime sexual aconteceu por volta das 23h do dia 4 de fevereiro, próximo à rodovia Presidente Dutra, também em Arujá.

Familiares da vítima do estupro relataram à polícia que ela retornava do trabalho e desembarcou do ônibus em um ponto na rodovia quando foi abordada pelo suspeito. O indivíduo a arrastou para uma área de vegetação próxima, onde o crime foi consumado.

Detalhes chocantes do espancamento

De acordo com o boletim de ocorrência, o sobrinho do homem de 60 anos contou que, no domingo (8), foi com a irmã até a casa do tio em Santa Isabel. No local, encontraram o familiar machucado e debilitado, em estado grave.

O homem teria relatado que um grupo foi até sua casa na noite de sexta-feira (6) para agredi-lo, justamente por acreditarem que ele seria o autor do estupro. Após as primeiras agressões, os suspeitos colocaram a vítima em um carro e a levaram para Itaquaquecetuba, onde as violências continuaram.

Após ser espancado, o homem conseguiu pedir ajuda em uma farmácia, onde recebeu R$ 10 de assistência. Ele então embarcou em um ônibus e retornou para sua residência. O boletim de ocorrência ainda registra que o sobrinho informou que o tio tinha o hábito de andar pela região da Dutra.

Atendimento médico e óbito

A delegada de Santa Isabel, Regina Campanelli, que está à frente das investigações, detalhou que o homem foi levado por familiares até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. No dia seguinte, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e o encaminhou até o hospital Dalila Ferreira Barbosa, em Arujá, onde a morte foi constatada oficialmente.

"Minha equipe de Santa Isabel está na rua nesse momento buscando imagens de câmeras de segurança, pra tentar identificar tanto o veículo quanto os ocupantes desse veículo, que arrebataram esse indivíduo e o levaram a Itaquaquecetuba para praticar as agressões", afirmou a delegada.

Investigações e exames genéticos em andamento

Em relação à suspeita de que o homem espancado seria o autor do estupro, Campanelli explicou que exames genéticos serão realizados para confrontar evidências. "Nós faremos confronto de material genético, porque no dia do estupro nós apreendemos uma lata de bebida alcoólica, que foi consumida pelo estuprador. Mandamos pra a perícia técnica. Serão extraídas impressões digitais e também saliva", detalhou.

Além disso, as vestes da vítima do estupro, que ela usava no dia do crime, foram encaminhadas para exame e possível confronto genético com o material do homem espancado. A delegada informou que a jovem está muito abalada psicologicamente, mas conseguiu descrever características do agressor no dia do crime.

"Essa semana ainda, mostraremos pra ela esse álbum, para que ela consiga fazer um possível reconhecimento desse indivíduo", completou Campanelli.

Outros casos similares na região

A delegada Regina Campanelli revelou que outros casos de estupros na região estão sendo investigados pela polícia. Segundo relatos das vítimas, as características dos criminosos apresentam semelhanças preocupantes.

"Tanto nesse como no caso anterior, o indivíduo estava de chapéu, boné preto e máscara, e os olhos deles são bem marcantes, porque eles são claros. Então, ambas as vítimas relataram esse olho claro do autor do crime", explicou a delegada.

Importância da denúncia e atendimento médico

Campanelli destacou a importância fundamental de que vítimas de estupro denunciem o crime e busquem atendimento médico imediatamente. "Porque ela vai ser conduzida ao hospital e fará toda a profilaxia para evitar doenças e gravidez. Então, é extremamente necessário que, após o ato, ela procure a nossa rede de proteção, pode ser direto pro o hospital e o hospital encaminha pra delegacia. Mas o importante é sempre a saúde da vítima", enfatizou.

A investigação continua em andamento, com a polícia buscando identificar os responsáveis pelo espancamento que resultou na morte do homem de 60 anos, enquanto também trabalha para esclarecer a possível conexão com o caso de estupro ocorrido na mesma região.