Timóteo: Homem é Executado a Tiros ao Ser Chamado por Apelido no Portão de Casa — Crime Choca MG
Homem executado a tiros no portão de casa em Timóteo

Era pra ser mais uma noite qualquer na Rua Sapucaí, no bairro Primavera. Jefferson, ou "Jeff" como os mais próximos chamavam, estava em casa, naquele final de tarde de sexta-feira que parecia tranquilo. Até que tocaram no portão. Chamaram por ele. Pelo apelido.

Quem seria, naquela hora? Um amigo? Um vizinho? Jefferson atendeu. E foi recebido não por um cumprimento, mas por uma rajada de violência. Várias vezes o gatilho foi puxado. Oito, pelo menos. Talvez mais. Os tiros ecoaram pela rua calma, transformando a rotina em caos.

Os assassinos — sim, eram mais de um — não perderam tempo. Fugiram num carro escuro, um GM Celta, dizem as testemunhas. Sumiram na poeira e no horror que deixaram para trás. Deixaram um homem de 34 anos caído, a vida esvaindo-se no concreto. Deixaram uma família despedaçada. Deixaram uma comunidade inteira com medo.

A Corrida Contra o Tempo

A equipe do Samu chegou rápido, mas já era tarde. Jefferson já estava morto. O que restou para os paramédicos foi apenas constatar o óbito. A cena era de partir o coração: um homem, no portão da própria casa, vitimado pela mais crueldade covarde.

A Polícia Militar fechou a área. Isolou tudo, chamou a perícia. Os investigadores da Civil assumiram o caso, e agora buscam pistas. Quem eram esses homens? Por que fizeram isso? Foi ajuste de contas? Vingança? Ninguém sabe ao certo. A única coisa clara é a brutalidade do método.

O Silêncio que Gruda

No bairro Primavera, o clima é de luto e apreensão. Quem comete um crime desses é capaz de tudo, pensam os moradores. As pessoas trancam portas mais cedo. Olham com desconfiança para carros que não reconhecem. A violência, assim, não mata apenas uma pessoa; fere a confiança de todos.

Jefferson Rodrigues da Silva era mais um trabalhador, um cara conhecido na região. Agora, é mais um número na estatística sombria da violência mineira — que a gente espera, todos os dias, que diminua.

E agora? A investigação corre sob sigilo. A polícia não descarta nenhuma hipótese. Enquanto isso, a família de Jefferson planeja um funeral. E uma comunidade inteira se pergunta: quando será a nossa vez de sentir medo no próprio portão?