Estudante sofre traumatismo craniano após participar de 'clube da luta' em Maceió
Estudante tem traumatismo após 'clube da luta' em Maceió

Estudante sofre traumatismo craniano após participar de 'clube da luta' em Maceió

Um estudante de Direito, de apenas 19 anos, sofreu um traumatismo craniano grave após participar de um "clube da luta" clandestino em um condomínio localizado no bairro da Jatiúca, em Maceió. A mãe da vítima, que é enfermeira e preferiu não se identificar, revelou que os envolvidos costumam se reunir para gravar as brigas e posteriormente publicar os vídeos nas redes sociais, uma prática que tem se tornado cada vez mais comum entre jovens.

Detalhes do incidente e apuração policial

O incidente ocorreu na última sexta-feira (10), quando o estudante saiu de casa alegando que iria jogar bola com amigos. No entanto, a mãe recebeu uma ligação inesperada informando que o filho estava hospitalizado. "Meu filho saiu de casa dizendo que ia jogar bola com os amigos. De repente, recebo a ligação do meu outro filho, que mora em São Paulo, pedindo para eu ir ao hospital", contou a enfermeira, descrevendo o momento de angústia.

Ao chegar à unidade hospitalar, ela descobriu a verdadeira situação: o jovem havia participado de uma briga organizada, onde foi atingido na cabeça, sofreu traumatismo cranioencefálico (TCE), convulsionou e apresentou episódios de vômito. Embora tenha recebido alta médica, o estudante ainda reclama de fortes dores de cabeça, evidenciando a gravidade das lesões.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

A Polícia Civil de Alagoas informou que, até o momento, um boletim de ocorrência ainda não foi registrado, mas os agentes já entraram em contato com a mãe da vítima para apurar os fatos. A mulher afirmou que deve formalizar a denúncia ainda nesta quarta-feira (15), buscando justiça para o caso.

Prática perigosa e alerta aos pais

De acordo com relatos da mãe, o "clube da luta" envolveu oito participantes, incluindo um adolescente de 16 anos. Ela destacou que nenhum dos envolvidos mora no condomínio onde a briga ocorreu; um deles possuía acesso através de reconhecimento facial em um apartamento de um irmão. "Essa situação é absurda. Meu filho me contou que foi a primeira vez que participou, mas que essa prática é comum entre eles", lamentou a enfermeira.

A prática se assemelha ao retratado no filme Clube da Luta (1999), onde grupos clandestinos utilizam a violência como forma de extravasar tensões. No entanto, na vida real, essas atividades não contam com orientação ou acompanhamento de profissionais, representando um grave risco à saúde e segurança dos jovens.

A mãe da vítima decidiu falar publicamente para expor a situação e alertar outros pais. "Eu decidi falar para expor isso tudo e alertar aos outros pais para que isso não se repita", afirmou, enfatizando a necessidade de maior vigilância sobre as atividades dos adolescentes.

Com a circulação de vídeos nas redes sociais e a investigação em andamento, este caso serve como um alerta urgente sobre os perigos dos 'clubes da luta' clandestinos, que podem resultar em consequências trágicas para os envolvidos e suas famílias.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar