Empresária baleada na nádega após briga em camarote de show sertanejo em Franca
A Polícia Civil de Franca, no interior de São Paulo, está investigando minuciosamente as circunstâncias de uma violenta briga que ocorreu durante um show da dupla sertaneja Henrique e Juliano no último domingo, 12 de maio. O conflito, que começou dentro de um camarote exclusivo do evento, terminou com a empresária Giovanna Adriana Abdala, de 29 anos, sendo baleada na nádega por um disparo de arma de fogo calibre ponto 380. As imagens de câmeras de segurança capturaram o momento exato em que a vítima foi atingida, já fora do local do show, na porta da residência do suspeito.
Detalhes do incidente e versões conflitantes
O episódio teve início quando o produtor do show, Marcelo Silva Rossato, de 33 anos, e sua esposa, Giovanna, estavam em um camarote restrito no espaço próximo a um shopping no bairro Jardim Roselândia. Eles se depararam com o empresário Rafael Araldi Moreira, de 36 anos, que alegou ter sido convidado para a área. Segundo o depoimento de Marcelo à polícia, uma discussão acalorada se seguiu, com Rafael insultando Giovanna com xingamentos graves, o que escalou para uma confusão generalizada envolvendo outras pessoas.
Após serem retirados do local, Marcelo e Giovanna deixaram o show de caminhonete e, segundo relatos, Marcelo fez várias ligações para Rafael, que afirmou estar em casa. O casal então se dirigiu ao endereço de Rafael no bairro Jardim Santa Lúcia, onde desceram do veículo e começaram a bater no portão de um prédio vizinho. Foi nesse momento que Rafael, de trás de um muro, efetuou disparos com uma arma legalizada, atingindo Giovanna na nádega. Marcelo relatou à polícia que Rafael ameaçou matá-lo durante o ocorrido.
Investigação policial e prisão do suspeito
Rafael, em seu depoimento, contou uma versão diferente. Ele afirmou que foi agredido por pelo menos seis desconhecidos no camarote, incluindo o irmão de Marcelo, e que decidiu ir para casa após ser expulso pelos seguranças. Durante o trajeto, recebeu ligações ameaçadoras de Marcelo, que disse saber onde ele morava e iria matá-lo. Ao ouvir gritos e batidas no portão, Rafael pegou sua arma e atirou na tentativa de assustar Marcelo, alegando não ter visto Giovanna e agindo em legítima defesa.
A Polícia Civil, após analisar os ferimentos de Rafael e as evidências, afastou inicialmente a hipótese de tentativa de homicídio, mas identificou indícios de lesão corporal culposa, ameaça e disparo de arma de fogo em via pública, crime considerado inafiançável. Rafael foi preso em flagrante e, após audiência de custódia na segunda-feira, 13 de maio, teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça. A arma utilizada no crime foi apreendida e entregue às autoridades.
Estado de saúde da vítima e próximos passos da investigação
Giovanna foi levada imediatamente a um hospital particular em estado grave, onde passou por cirurgia na segunda-feira. A bala, no entanto, não pôde ser removida devido à sua localização sensível no intestino. Nesta terça-feira, 14 de maio, sua defesa informou que o estado de saúde permanece grave, mas estável, exigindo cuidados médicos contínuos.
A investigação da Polícia Civil ainda aguarda resultados cruciais, incluindo:
- Laudo pericial do local dos tiros
- Análise da pistola apreendida com Rafael
- Documentação detalhada da lesão corporal de Giovanna
- Depoimento formal da vítima
- Perícia nas imagens das câmeras de segurança
As autoridades estão focadas em determinar se Rafael agiu com intenção de matar ou em legítima defesa, como alegado por sua defesa. O caso continua sob rigorosa apuração, com a polícia coletando todas as evidências necessárias para esclarecer os fatos e garantir a aplicação da justiça.



