Criança de 3 anos perde 75% do estômago após beber 'água quente' em Itaquaquecetuba
Criança perde 75% do estômago após beber 'água quente' em SP

Criança de 3 anos perde 75% do estômago após beber 'água quente' em Itaquaquecetuba

A Polícia Civil de Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, está investigando um caso grave de tentativa de homicídio contra uma criança de apenas 3 anos de idade. A menina sofreu lesões internas devastadoras após beber uma substância descrita como "água quente", oferecida por uma pessoa desconhecida na rua onde estava a casa de sua avó paterna.

O incidente e a internação hospitalar

O fato ocorreu no dia 11 de fevereiro, quando a criança brincava com uma amiga na residência da avó. Após passar mal, ela foi levada imediatamente para um hospital local. A mãe, ao chegar à unidade de saúde, encontrou a filha vomitando sangue, um cenário que rapidamente se transformou em uma batalha pela vida da pequena paciente.

Inicialmente, a equipe médica suspeitou que a menina teria queimado a boca ou ingerido alguma planta venenosa. No entanto, após quatro dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em Mogi das Cruzes, a criança, já consciente, revelou que não havia comido plantas, mas sim recebido "água quente" de uma pessoa da rua.

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Complicações médicas e procedimentos cirúrgicos

O quadro clínico da menina se agravou significativamente após ela deixar a UTI. Exames de ultrassonografia detectaram a presença de uma fístula no esôfago e na traqueia, além de perfurações em outros órgãos. A situação exigiu sua transferência para um hospital na capital paulista, onde os médicos realizaram uma cirurgia de emergência.

Durante o procedimento, os profissionais de saúde constataram danos extensos: comprometimento total do esôfago e a perda de 75% do estômago. Após 52 dias de internação hospitalar, a criança finalmente recebeu alta, mas continua enfrentando desafios significativos em sua recuperação.

Tratamento contínuo e investigação policial

Atualmente, a menina depende de um tubo para alimentação e mantém uma dieta enteral. Os médicos realizaram uma esofagostomia, procedimento cirúrgico que cria uma abertura no pescoço para desviar a passagem de saliva e alimentos, permitindo a alimentação por sonda. Esta intervenção pode possibilitar, no futuro, a reconstrução do esôfago utilizando parte do intestino delgado.

A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar os suspeitos envolvidos neste caso chocante. O registro oficial foi feito nesta segunda-feira (13), na Delegacia de Polícia de Itaquaquecetuba, marcando o início das diligências para identificar e responsabilizar os autores deste ato de violência contra uma criança indefesa.

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