Bancário é agredido por seguranças após golpe de venda de celular em shopping de SP
Bancário agredido por seguranças após golpe em shopping de SP

Bancário sofre agressão violenta por seguranças após tentativa de venda de celular em shopping paulistano

Um homem de 41 anos foi brutalmente agredido por seguranças do Shopping Aricanduva, localizado na Zona Leste da capital paulista, após se envolver em uma situação confusa envolvendo a venda de um aparelho celular pela internet. O incidente ocorreu na quarta-feira, dia 1º, e gerou grande comoção entre os clientes que presenciaram a cena na movimentada praça de alimentação do estabelecimento.

Cenas de violência registradas por testemunhas chocam nas redes sociais

Imagens gravadas por clientes do shopping circulam amplamente nas redes sociais, mostrando momentos de extrema violência. Em um dos vídeos, é possível observar várias pessoas ao redor de um homem caído no chão, demonstrando claros sinais de sofrimento. Em outra gravação, capturada de um ângulo diferente, o indivíduo aparece sendo puxado com força, cai novamente no solo e, posteriormente, é carregado de maneira brusca para um corredor interno do shopping, longe dos olhares do público.

A vítima foi identificada como o bancário Alexandre Toge da Silva, que possui 41 anos de idade. Em seu relato no boletim de ocorrência, ele afirmou categoricamente que foi agredido após uma mulher denunciar aos seguranças que teria sido vítima de um golpe aplicado por ele. No entanto, Alexandre insiste que, na realidade, ele próprio foi vítima de um estelionato bem elaborado, que o deixou em uma situação extremamente vulnerável.

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Detalhes do golpe revelam uma trama complexa de engano e desconfiança

Segundo o depoimento detalhado do bancário, ele anunciou a venda de um celular nas redes sociais e foi procurado por um homem que demonstrou interesse na compra. O comprador alegou que adquiriria o aparelho para quitar uma dívida com uma funcionária, fornecendo orientações específicas para que o celular fosse entregue diretamente a essa mulher no shopping, enquanto o pagamento seria realizado através de uma transferência via PIX.

"Chegando no shopping, era um casal com uma criança. Eu dei o celular para eles testarem, para ver se estava funcionando. Depois disso, fiquei aguardando o PIX, mas a pessoa que estava no WhatsApp não fazia o pagamento", explicou Alexandre, demonstrando frustração com a demora.

Após aproximadamente uma hora de espera infrutífera, o bancário decidiu encerrar a transação e ir embora com seu aparelho. Foi nesse exato momento que a situação escalou rapidamente para a violência. "Quando eu me levantei para ir embora, ela me puxou e disse que eu não ia sair. Eu falei que o celular era meu, porque eu não tinha recebido", relatou ele, destacando a falta de diálogo e compreensão.

Relato da agressão descreve momentos de humilhação e medo intenso

Alexandre afirma que, imediatamente após ser impedido de sair, foi levado à força para um corredor isolado, onde sofreu uma série de agressões físicas graves. "Eles começaram a me levar para o corredor. Minha roupa já estava saindo, me senti muito humilhado. Ninguém quis me ouvir", desabafou o bancário, evidenciando o trauma psicológico vivido durante o episódio.

As agressões incluíram enforcamento, socos diretos no rosto e pisões violentos nas pernas. "Levei muito enforcamento, soco na cara. Tenho marca na perna de pisão, fiquei mancando. Eu estava com muito medo, só queria ir embora com meu celular", detalhou Alexandre, que ficou bastante machucado e precisou ser internado para receber atendimento médico adequado.

Entre as lesões mais preocupantes, ele destacou uma bolha no olho que pode comprometer sua visão. "Está com uma bolha aqui no olho, não sei se vou recuperar", afirmou com apreensão, ressaltando as possíveis sequelas permanentes do ataque.

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Autoridades registram o caso e shopping não se pronuncia sobre o ocorrido

A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo informou oficialmente que o caso foi registrado como estelionato e lesão corporal na Delegacia do Parque do Carmo, que agora investiga os detalhes da ocorrência para apurar responsabilidades. A reportagem tentou contato com a administração do Shopping Aricanduva para obter um posicionamento sobre o incidente, mas não havia recebido nenhuma resposta até a última atualização desta matéria, deixando diversas questões sem esclarecimento público.