Paes classifica vídeo imitando deficientes visuais como 'uma infelicidade' após críticas
Paes diz que vídeo imitando deficientes visuais foi 'infelicidade'

Prefeito do Rio se pronuncia sobre polêmica no Carnaval

Quatro dias após um vídeo gravado durante os desfiles na Marquês de Sapucaí viralizar nas redes sociais, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, classificou sua atitude como "uma infelicidade". As imagens, registradas no domingo (15), mostram o político usando óculos escuros e tateando objetos com uma bengala, em uma imitação de pessoas com deficiência visual ou baixa visão.

Repercussão e críticas nas redes sociais

O vídeo, que circulou amplamente horas após a cena, gerou uma onda de críticas contra Paes, acusado de conduta capacitista. Nas redes, usuários destacaram a falta de sensibilidade do gesto, que ocorreu em um camarote durante o Carnaval carioca. A gravação mostra o prefeito mantendo a encenação por alguns instantes, interrompida apenas quando a primeira-dama, Cristine Paes, o abordou para uma foto.

Declaração em evento político

Paes se manifestou sobre o caso na quinta-feira (19), após um evento em que o MDB anunciou apoio à sua pré-candidatura ao Governo do Rio. "[Foi] Uma infelicidade minha. Infelicidade", afirmou o prefeito, sem elaborar mais detalhes sobre o ocorrido. Durante o Carnaval, ele esteve presente na Sapucaí todos os dias, circulando por vários camarotes, incluindo o da prefeitura, e também desceu à pista dos desfiles.

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Contexto da gravação e impacto

A polêmica surge em um momento sensível para Paes, que busca apoio político para as eleições estaduais. Especialistas em inclusão social apontam que gestos como o do vídeo podem reforçar estereótipos negativos sobre pessoas com deficiência, destacando a importância de uma postura mais consciente por parte de autoridades públicas. O caso reacende debates sobre capacitismo e a representação de minorias no cenário político brasileiro.

Ainda não houve um pedido formal de desculpas do prefeito, mas a classificação do ato como "infelicidade" já gera discussões sobre a responsabilidade de figuras públicas em promover respeito e acessibilidade. A repercussão negativa nas redes sociais demonstra uma crescente vigilância da população em relação a comportamentos considerados discriminatórios.

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