Prefeito do Rio classifica imitação de deficientes visuais como 'infelicidade'
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), respondeu às críticas sobre um vídeo em que imita pessoas com deficiência visual, classificando o episódio como uma "infelicidade", mas sem apresentar desculpas formais. As imagens, gravadas no domingo, 15 de fevereiro de 2026, mostram o político em um camarote na Marquês de Sapucaí durante os desfiles de Carnaval.
Conteúdo do vídeo e repercussão negativa
No registro visual, Eduardo Paes aparece utilizando óculos escuros e manipulando uma bengala enquanto tateia objetos de forma exagerada, em uma clara imitação de pessoas com deficiência visual. A encenação foi interrompida quando a primeira-dama, Cristine Paes, abordou o prefeito para realizar uma fotografia.
O material rapidamente ganhou destaque nas redes sociais, onde recebeu fortes críticas por ser considerado uma atitude capacitista. Usuários e ativistas destacaram que a representação estereotipada reforça preconceitos e desrespeita a comunidade de pessoas com deficiência.
Resposta oficial e ausência de pedido de desculpas
Ao ser questionado por jornalistas sobre o ocorrido, Eduardo Paes limitou-se a afirmar: "Infelicidade minha". O prefeito não elaborou explicações adicionais e não emitiu qualquer tipo de retratação pública ou pedido formal de desculpas às pessoas afetadas pela sua atuação.
Especialistas em inclusão social alertam que episódios como este contribuem para a perpetuação de estigmas e dificultam os avanços na luta por direitos e acessibilidade. A falta de uma resposta mais contundente por parte da autoridade municipal também foi alvo de questionamentos por parte de organizações da sociedade civil.
Contexto político e implicações
Eduardo Paes, que está em seu terceiro mandato como prefeito do Rio de Janeiro, já enfrentou outras polêmicas relacionadas a declarações e comportamentos públicos. Analistas políticos apontam que este novo incidente pode impactar sua imagem perante eleitores e grupos que defendem causas sociais, especialmente em um período pós-Carnaval, quando a cidade ainda está sob os holofotes nacionais e internacionais.
A postura do prefeito contrasta com políticas públicas implementadas em sua gestão voltadas para a inclusão, levantando debates sobre a coerência entre discurso e prática na administração municipal. O episódio serve como um alerta para a necessidade de maior educação e sensibilização sobre diversidade e respeito às diferenças no cenário político brasileiro.



