
O clima na Assembleia Legislativa do Rio não está nada tranquilo — e não é por menos. O Ministério Público estadual decidiu botar o dedo na ferida e abriu uma investigação séria contra o presidente da casa, Rodrigo Bacellar. A coisa é quente.
Segundo apurou o G1, a operação batizada de 'Ad Summum' (que em latim quer dizer 'ao mais alto', um claro recado) mira supostas irregularidades em licitações. Não é brincadeira não. Estamos falando de contratos que somam nada menos que R$ 30 milhões. Uma grana preta.
O que exatamente estão investigando?
Pois é, o cerne da questão parece ser uma suposta manobra para favorecer empresas amigas em editais da Alerj. O MP suspeita que houve direcionamento — aquela velha história de mudar regras no meio do jogo para beneficiar quem não deveria ser beneficiado. Já vimos esse filme antes, não é mesmo?
E não para por aí. A investigação também está de olho em possíveis superfaturamentos. Traduzindo: pagaram mais caro por produtos e serviços do que o valor real de mercado. Quem paga a conta? Nós, contribuintes, é claro.
As provas que o MP diz ter
O Ministério Público não saiu por aí fazendo acusações à toa. Eles afirmam que têm nas mãos documentos, e-mails e testemunhos que conectam Bacellar às tais irregularidades. É uma papelada danada, segundo fontes próximas ao caso.
E olha só que interessante: a investigação não nasceu ontem. Ela vem sendo construída há meses, em sigilo de justiça, é claro. Só agora que o véu se levantou e a poeira começou a subir.
Bacellar, por sua vez, nega tudo. Até agora, ele se mantém na posição de que não fez nada de errado e que tudo não passa de um equívoco — ou talvez algo pior. Seu advogado já soltou nota dizendo que o mandato dele sempre pautou pela legalidade. O tempo — e a justiça — vão dizer.
E agora, o que pode acontecer?
Bom, o MP ainda não apresentou formalmente denúncia. Estão na fase de colher mais provas e ouvir envolvidos. Mas se as acusações se confirmarem, Bacellar pode ter problemas sérios — inclusive responder criminalmente por improbidade administrativa.
Enquanto isso, o plenário da Alerj vive dias de tensão. Aliados tentam segurar a barra, oposição cobra explicações e a imprensa não sai de lá. Uma verdadeira panela de pressão prestes a apitar.
O que me deixa pensativo é como essas histórias se repetem. Às vezes parece que a política carioca vive em um loop eterno de escândalos e investigações. Será que um dia a gente vira essa página?