Ex-motorista de socialite e outros 4 suspeitos são presos por desvio milionário de fundos públicos no Rio
Ex-motorista de socialite preso por desvio de R$ 1,5 mi no RJ

Era uma manhã comum no asfalto quente do Rio quando a batida policial expôs uma teia financeira que misturava glamour, poder e muito, muito dinheiro público. Cinco pessoas, incluindo um ex-motorista que dirigia uma socialite pelos circuitos da alta sociedade carioca, agora trocaram o conforto dos carros de luxo pelas grades.

O esquema — ah, o esquema! — era tão ousado quanto criativo. Segundo as investigações da 1ª Delegacia de Investigações sobre Crimes contra a Administração Pública (Dicap), mais de R$ 1,5 milhão em recursos federais foram desviados de forma fria e calculista. Tudo através de uma organização social que, em teoria, deveria cuidar de pessoas em situação de rua. Ironia das grossas, não?

Os luxos e os delírios pagos por você

Enquanto milhares de cariocas enfrentam filas, falta de verba e serviços públicos precarizados, o grupo vivia outra realidade. Imaginem só: carros zero, motos de alto cilindrada, imóveis em condomínios fechados e até uma coleção de relógios que fariam um sheik suspirar. Tudo pago com dinheiro que deveria alimentar, abrigar e acolher.

Não bastasse o desvio, a quadrilha ainda forjava documentos, simulava licitações e criava empresas de fachada só para lavar a grana. Um dos investigados, pasmem, era responsável pela prestação de contas. Sim, a raposa cuidando do galinheiro — e com MBA em falcatruas.

Quem são os presos?

  • O ex-motorista da socialite, hoje empresário do nada
  • Dois irmãos que comandavam a organização social
  • Um contador especializado em sumir com dinheiro
  • Um suposto gestor que administrava o caixa — e a ganância

A operação foi batizada de “Capital Social” — não sem certa dose de humor negro. Dois mandados de prisão temporária e três de preventiva foram cumpridos, além de buscas em endereços ligados aos investigados. Agora, eles respondem por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

E a socialite? Até o momento, não há indícios de que ela sabia de algo. Mas o caso escancara como o nome e o estilo de vida de alguns viram moeda de ostentação — e até de golpes.

O delegado titular da Dicap, Fábio Luiz Silva, não esconde a revolta: “É revoltante ver tanto dinheiro sendo desviado de quem realmente precisa”. E complementa, com a paciência de quem já viu tudo: “A investigação continua. E pode crescer.”

Enquanto isso, o Rio — ah, o Rio — segue sendo palco de contrastes. De um lado, a beleza natural; de outro, a podridão moral de quem acha que o público é privado.