CPI da Previdência mira ex-presidentes: Lula, Dilma, Bolsonaro e Temer podem ser convocados
CPI do INSS quer ouvir Lula, Dilma, Bolsonaro e Temer

A coisa está ficando séria — e com um gosto de revanche política. A CPI do INSS, que já vinha causando rebuliço em Brasília, decidiu elevar o nível da investigação a patamares históricos. Literalmente.

Pois é, meus amigos. Os parlamentares que compõem a comissão deram um passo ousado: querem chamar para depor nada menos que quatro ex-presidentes da República. A lista é pesada: Lula, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.

O que exatamente eles querem saber?

Não se trata de mera curiosidade política. A justificativa gira em torno de um tema sensível para milhões de brasileiros: a saúde (ou a falta dela) da Previdência Social. Os integrantes da CPI acreditam que decisões tomadas durante esses governos podem ter contribuído para o déficit do sistema.

Imagina o circo que vai armar? Cada um desses ex-mandatários representa um capítulo recente e turbulento da nossa história. E agora, podem ter que sentar na cadeira de depoentes para explicar suas gestões.

Os nomes por trás do movimento

A iniciativa partiu, em grande medida, da oposição. O deputado Kim Kataguiri (União-SP) foi um dos primeiros a levantar a bola. Mas — e aqui a coisa fica interessante — encontrou eco até em colegas de outros partidos. Isso sugere que o descontentamento com a situação do INSS ultrapassa barreiras ideológicas.

Não vai ser um caminho fácil, claro. Convenhamos, ex-presidentes não são quaisquer testemunhas. A logística, a segurança, o protocolo… tudo vira um quebra-cabeças complexo. Sem falar na relutância natural de quem já ocupou o cargo máximo do país em comparecer a uma comissão parlamentar.

E tem mais: a convocatória precisa ser aprovada pelo plenário da Câmara. Ou seja, depende de uma votação. E ninguém precisa ser um especialista em política para saber que votações no Congresso são… bem, imprevisíveis.

E o povo, o que acha?

Nas redes sociais, a reação foi imediata e polarizada. De um lado, os que comemoram a possibilidade de ver ex-líderes prestarem contas. Do outro, os que veem a manobra como puro teatro político, uma cortina de fumaça para desviar a atenção de problemas mais urgentes.

A verdade é que o assunto mexe com o bolso de todo mundo. A Previdência não é um tema abstrato — afeta aposentadorias, benefícios, e o futuro de milhões. Se a CPI conseguir esclarecer de fato como chegamos a essa situação, talvez valha a pena o espetáculo.

Mas será que vai? Essa é a grande interrogação que paira no ar. Em um ano que já promete ser turbulento na política, mais esse elemento adiciona uma camada extra de imprevisibilidade. Fiquemos de olho.