
A noite de sexta-feira em Campo Grande terminou em tragédia com uma cena de horror que parece saída de um filme de suspense. Edson Ortiz de Camargo, um cantor sertanejo de 36 anos conhecido artisticamente como Edson Camargo, foi executado com pelo menos oito tiros à queima-roupa. O que deixa o caso ainda mais sinistro? Os dois assassinos—sim, dois—chegaram se apresentando como policiais.
Imagina a cena: são por volta das 22h30 na Rua Antônio Bicudo, no Jardim Autonomista. Dois caras chegam num carro preto, modelo Gol, e sem nenhum alarde se aproximam do cantor. "Somos da polícia", disseram. E antes que qualquer reação fosse possível, sacaram das armas e dispararam. Oito vezes. A frieza é de cortar o coração.
Não foi um assalto, não houve discussão—foi uma execução pura e simples. Os caras atiraram, voltaram pro carro e fugiram como fantasmas na noite. Deixaram pra trás a família em choque, amigos desolados e uma comunidade artística de luto.
Quem era Edson Camargo?
Mais do que um nome numa notícia policial, Edson era um artista da estrada. Cantor sertanejo de mão cheia, ele vivia da música—sua grande paixão. Viajava pelo estado, se apresentava em bares, eventos, rodeios. Tinha planos, sonhos, uma carreira pela frente. Tudo interrompido num piscar de olhos.
Os amigos falam dele com um aperto no peito. "Artista batalhador", "coração grande", "sempre pronto pra ajudar". Não era envolvido com confusão, dizem. Mas claramente alguém queria ele morto. A pergunta que fica é: por quê?
As Investigações
A Polícia Civil já botou o pé no acelerador. O delegado Marcelo Calderan, titular do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), assumiu as investigações. Eles tão seguindo várias linhas—inimizades, dívidas, possível envolvimento com pessoas erradas. Tudo está no radar.
O que mais choca aqui é o modus operandi. Se passar por policial pra cometer um crime? Isso mostra uma ousadia brutal, um nível de planejamento que dá arrepios. A polícia acredita que os dois já tinham o alvo em mente—não foi um crime aleatório.
Testemunhas tão sendo ouvidas, câmeras de segurança da região estão sendo vasculhadas. Cada detalhe conta. O carro preto, modelo Gol, é uma peça-chave. Alguém viu alguma coisa—num bairro residencial, sempre tem alguém que viu.
O corpo de Edson foi levado pra o IML (Instituto Médico Legal) pra necropsia. A família, é claro, tá destruída. Imagine perder alguém assim—de forma tão violenta, tão inexplicável.
O Cenário da Violência
Campo Grande, assim como tantas outras cidades brasileiras, vive dias difíceis. A violência anda solta, e casos como esse mostram como a criminalidade tá ousada. Criminosos se passando por policiais? Isso é um golpe baixo na confiança de todo mundo.
A gente fica pensando: até onde vai chegar essa escalada? Artistas, trabalhadores, gente comum—ninguém tá seguro. E o pior é a sensação de impunidade que esses crimes trazem.
Enquanto a polícia não prende os responsáveis, a comunidade fica com medo. E a família de Edson fica sem respostas—e sem justiça.
O caso tá sendo investigado como homicídio qualificado—e com razão. A emboscada, o disfarce, a crueldade do método… tudo isso pesa. Agora é torcer pra que a polícia encontre os culpados antes que façam outra vítima.
Edson Camargo vira mais um número triste nas estatísticas de violência do país. Mas pra família e amigos, ele era muito mais que isso. Era um sonhador, um artista, uma vida interrompida no meio da música.