Expansão Assustadora: Rede de Postos do PCC Salta de 12 para 300 em São Paulo em 15 Anos
Rede do PCC em SP salta de 12 para 300 postos em 15 anos

Parece que foi ontem, mas já se vão quinze anos. E o que era um problema contido, sabe como é?, explodiu feito rastilho de pólvora. A tal rede de postos de vendas controlados pelo PCC deu um salto que é de deixar qualquer um de cabelo em pé: de uma dúzia de pontos, míseros doze, para nada menos que trezentos espalhados só pela capital e grande São Paulo.

É um número que fala por si, grita até. E o que ele grita? A consolidação absurda do comando do tráfico em território paulista. Eles não estão mais escondidos, operando na penumbra. Estão por toda parte, com uma logística que impressiona – e assusta.

Do Oiapoque ao Chuí? Quase isso.

O negócio é tão organizado que chega a dar inveja a muita empresa por aí – mas é claro, do tipo mais sombrio possível. A investigação apurou que a facção não só domina os pontos de venda como dita as regras do jogo. Estabelece preços, controla a qualidade da mercadoria (sim, isso mesmo) e define até mesmo os territórios, evitando que os próprios associados entrem em conflito por causa de boca de fumo.

Uma máquina de fazer dinheiro, infelizmente. E o pior? Uma máquina que não para de crescer. Eles praticamente engoliram o mercado, criaram um monopólio do ilegal. As outras facções menores? Ou foram absorvidas ou… bem, você entende.

Não é Só na Quebrada

Aqui vai um dado que derruba aquele preconceito antigo: a expansão não ficou restrita às periferias. Os "pontos" avançaram para regiões mais centrais, para bairros de classe média e até alta. A estratégia é clara: ampliar o consumo e, consequentemente, os lucros. Oferecer conveniência, quase um "delivery do crime".

É um nível de ousadia que mostra a força que eles acumularam. E a sensação de impunidade, que é talvez o combustível mais perigoso de todos.

O que esperar do futuro? Difícil ser otimista. Sem políticas públicas sérias e uma ação estatal que vá muito além das operações pontuais, essa tendência de crescimento parece longe de encontrar um freio. O relatório é claro: a situação saiu totalmente do controle. E o preço disso, como sempre, a gente já sabe quem paga.