
Numa ação que parece saída de um roteiro de cinema — mas com a seriedade crua da vida real — a Polícia Federal deteve 22 indivíduos nesta quarta-feira. A operação, batizada de ‘Placebo’, mirava um esquema sofisticado de desvios em licitações públicas. Só que, como nem tudo são flores, oito suspeitos conseguiram escapar antes que os agentes batessem à porta.
Imagina só: mais de duzentos policiais federais mobilizados de uma vez só, com mandados de busca e apreensão sendo executados em cinco estados diferentes — Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. Um verdadeiro quebra-cabeça jurídico-policial.
Quem estava por trás do esquema?
De acordo com as investigações, o grupo suspeito atuava de forma organizada para fraudar processos licitatórios. E não eram amadores. Utilizavam empresas de fachada e documentos falsos para desviar recursos que, em tese, deveriam servir ao interesse público.
Dos 30 mandados de prisão expedidos, 22 foram cumpridos. Os outros oito? Bom, esses viraram notícia — e preocupação. A PF já iniciou a caça, mas até agora nenhum deles foi localizado.
Quem são os foragidos?
- Um ex-vereador que trocou a vida política pelo suposto crime
- Empresários do ramo da construção civil
- Intermediários que atuavam nas fraudes
Não é todo dia que a Justiça determina uma operação desse porte. A investigação começou lá atrás, em 2022, e desde então foram coletadas provas, quebras de sigilo e escutas que — segundo a PF — comprovam a articulação criminosa.
Os crimes investigados são graves: organização criminosa, fraude a licitação, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. Se condenados, alguns dos envolvidos podem pegar penas longas, beirando os vinte anos de reclusão.
Agora, o que todo mundo se pergunta: será que os foragidos vão conseguir escapar por muito tempo? A PF garante que não. Mas enquanto isso, a população fica de olho — e com a pulga atrás da orelha.