
Eis que a Polícia Federal resolveu meter o bedelho num assunto que cheira mais a vazamento do que gasolina pura. A notícia que corre solta por aí é que abriram um inquérito para investigar um possível vazamento de informações sobre aquela megaoperação que mirou o PCC – sim, aquele mesmo que anda fazendo das suas com combustíveis.
E não é brincadeira não. A operação, batizada de Disruptive Chain, tinha tudo para ser um sucesso… até que alguém, em algum lugar, parece ter soltou o verbo antes da hora. A PF agora está com a pulga atrás da orelha, tentando descobrir como é que detalhes sensíveis vazaram e quem está por trás disso.
Mas por que o PCC tá metendo metanol nos combustíveis?
Pois é, a pergunta que não quer calar. O que diabos o Primeiro Comando da Capital quer com toneladas de metanol? A resposta é mais óbvia – e mais perigosa – do que parece: adulterar combustível e lucrar horrores em cima disso.
O metanol, aquele álcool metílico que a gente conhece das aulas de química, é barato. Muito barato. E quando misturado à gasolina ou ao etanol… bem, rende. E rende muito. Só que tem um pequeno-grande problema: destrói motores, corrói tanques e, pasmem, pode até causar explosões. Sim, estamos falando de um perigo real e imediato para quem abastece por aí sem saber.
E o pior? A rede criminosa não opera na moita não. Eles têm estrutura, logística e até “postos” de distribuição. É crime organizado agindo como empresa, só que sem o menor respeito pela vida alheia.
Operação Disruptive Chain: o que rolou mesmo?
A PF deu o troco. Na terça-feira, 27 de agosto, mandou bala com a fase A da operação. Foram 19 mandados de busca e apreensão espalhados por São Paulo e Mato Grosso do Sul. O alvo? Justamente a rede de adulteração de combustíveis controlada pela facção.
Os investigadores mapearam um esquema complexo – e lucrativo – que envolvia compra, transporte e mistura ilegal de metanol com combustíveis legítimos. O prejuízo? Milhões em sonegação fiscal e, claro, um rastro de destruição mecânica e risco público.
Mas aí, entre uma busca e outra, eis que surge a suspeita: será que alguém de dentro avisou o pessoal do PCC? O inquérito agora vai catar pista por pista para descobrir se houve mesmo quebra de sigilo e, se houve, quem foi o “furo” humano por trás disso.
Porque no jogo do gato e rato entre crime e polícia, vazamento é mais do que falha – é combinação. E combinação, como se sabe, jogo de azar não tem.
Enquanto isso, a gente fica aqui na torcida para que a PF feche a torneira do vazamento – e do metanol – de uma vez por todas. Porque no fim das contas, quem paga o pato é sempre o mesmo: o cidadão.