
Era uma daquelas manhãs quentes e pesadas típicas da fronteira, quando a Operação Sentinelas da Fronteira colocou as ruas de Guajará-Mirim em estado de alerta máximo. Sete homens – que a polícia classifica como "perigosos integrantes de uma organização criminosa" – não tiveram para onde correr.
Um adolescente, de 17 anos, também foi apreendido durante os mandados de busca e apreensão executados pela Polícia Civil. A cena foi tensa, daquelas que fazem os vizinhos fecharem as janelas e observarem pelas frestas.
O que a polícia descobriu
Os investigadores não mediram esforços. Nos locais vasculhados, encontraram nada menos que quatro veículos com indícios de clonagem – um deles, pasme, já tinha sido alvo de um roubo na cidade de Vilhena. Mas não parou por aí.
Uma espingarda calibre 28, munições de vários calibres e uma balança de precisão… porque o crime, infelizmente, também é um negócio. Tudo apreendido como prova material de atividades que vão muito além do que se vê na superfície.
O rastro de violência
Os ataques a tiros que aterrorizaram a população não foram obras do acaso. Segundo as investigações – minuciosas e baseadas em provas técnicas –, os agora presos são os mesmos autores de tentativas de homicídio que colocaram a cidade em pânico.
Os crimes, violentos e calculistas, foram cometidos em broad daylight, mostrando uma audácia assustadora por parte do grupo. A justiça, no entanto, parece estar recuperando o terreno.
Os sete adultos já estão atrás das grades no sistema prisional de Guajará-Mirim. O adolescente, como manda a lei, foi conduzido para uma unidade de atendimento socioeducativo. Um alívio, ainda que temporário, para uma comunidade que vive sob a sombra da violência.
O que isso nos mostra? Que mesmo nas regiões mais distantes, o braço da lei pode ser longo – e firme. Resta torcer para que a paz, agora, consiga encontrar um caminho mais estável para voltar à fronteira.