
O sertão potiguar acordou em polvorosa nesta quarta-feira, 28. Nem o sol escaldante das 6h da manhã foi capaz de conter a movimentação de mais de 60 policiais civis — um verdadeiro exército da lei — que se espalhou por Caicó com um objetivo claro: cortar pela raiz uma organização criminosa que há tempos aterrorizava a região.
E cortaram mesmo. Treze indivíduos, supostos pilares desse esquema nefasto, agora estão atrás das grades. A Operação Fênix — esse era o nome cifrado da ação — não deu moleza. Cumpriu todos os mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça local. Um verdadeiro xeque-mate no crime organizado.
O que a polícia apreendeu?
O butim não foi pequeno, não. A lista de material apreendido dá uma ideia da envergadura do grupo:
- Três pistolas — uma delas, imagine só, ponto 40
- Dois revólveres calibre 38
- Um fuzil AR-15, arma de guerra pra quem não sabe
- Munição à beça, é claro
- Drogas em quantidade ainda não divulgada (mas suficiente pra preocupar)
- Dois carros e uma moto — meios de locomoção do crime
- Dinheiro em espécie, celulares e até uma balança de precisão
Parece inventivo de filme, mas é a pura realidade do sertão. Esses caras não estavam brincando de bandido — estavam profissionalizados, com estrutura pra dar inveja a muita empresa por aí (mas, claro, voltada para o mal).
Por trás dos mandados
A investigação, sabem?, não nasceu ontem. Foram longos meses de trabalho silencioso, de quebra-cabeças montado peça por peça pela Delegacia de Caicó. A promotora Ana Cláudia Saraiva, que acompanhou tudo de perto, foi enfática: a operação mirou nos «quadros mais perigosos» da facção, responsáveis por uma enxurrada de crimes — tráfico, claro, mas também homicídios, extorsão e até lavagem de dinheiro.
«O objetivo era desarticular a cúpula», disse um delegado que preferiu não se identificar. E pelo visto conseguiram. A cidade, hoje, respira um pouco mais aliviada. Resta saber por quanto tempo.
Os presos, agora, estão à disposição da Justiça. E a população torce para que, dessa vez, a resposta seja à altura do perigo que esses indivíduos representam. O RN, afinal, já cansou de ser refém da violência.