
Não deu outra. Aquele ponto conhecido, aquele vai e vem de pessoas na Praça José Bonifácio, no centro de Piracicaba, finalmente chamou a atenção que não queria. E olha, a investida foi pra valer.
A Polícia Civil, em uma daquelas operações que parecem sair de uma série de TV – mas com a seriedade de quem lida com a vida real –, botou um ponto final numa rede de venda de drogas que agia ali, impunemente, há tempos. Quem comandava tudo? Uma mulher. Sim, você leu direito. Ela era a peça-chave, a suposta mandante do esquema, fornecendo a mercadoria para que outros aplicassem a margem e revendessem diretamente aos usuários, bem ali, no coração da cidade.
As Prisões e a Apreensão do 'Escritório'
Três pessoas foram detidas na ação desta sexta-feira. A principal alvo, a tal mulher de 42 anos – que agora responde por tráfico de drogas –, e mais dois homens, de 22 e 32 anos, os tais revendedores que faziam o trabalho de campo. Mas a polícia não parou por aí.
O carro da líder, um Fiat Palio, foi apreendido. Imagina-se que era usado pra logística do negócio, né? Transportar o que não deveria. Além das rodas, os agentes confiscaram R$ 770 em dinheiro – provável fruto das vendas – e, é claro, a mercadoria em si: porções de crack, cocaína e maconha prontinhas para o consumo.
O Modus Operandi que Caiu por Terra
O esquema era, digamos, eficiente – e por isso mesmo tão perigoso. A mulher, de acordo com as investigações, não vendia diretamente para os usuários finais. Ela era a atacadista do crime. Distribuía as drogas para os dois comparsas, que então faziam a venda varejista, no varejo mesmo, na praça pública. Uma operação que, pra ser sincero, não era exatamente discreta.
A delegada Marília Camargo, que coordenou a operação, não teve dúvidas ao classificar a mulher como a "chefe do ponto de venda". As investigações, que já rolavam há um tempinho, conseguiram mapear toda a dinâmica criminosa. E aí, meu amigo, quando se tem a prova, é hora de fechar o cerco.
Os presos passaram pela delegacia e, depois de ouvidos, foram encaminhados para o sistema prisional. A justiça, agora, é quem vai dar a palavra final. O que é certo é que a Praça José Bonifácio, pelo menos por enquanto, respirou aliviada. Resta saber por quanto tempo. Afinal, é uma guerra diária, um jogo de gato e rato que ninguém vê com bons olhos.