Justiça mantém prisão de empresários acusados de bancar plano do PCC para assassinar promotor
Justiça mantém prisão por financiamento de assassinato

Eis que a Justiça crava o martelo — e a cela trancada permanece como destino inevitável para dois empresários supostamente envolvidos num esquema sinistro. A situação? Grave como poucas. Eles são acusados nada mais nada menos que de financiar um plano do PCC para matar um promotor de Justiça em Campinas.

Nada de delongas ou rodeios. O desembargador José Marcos Lunardelli, da 2ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, rejeitou por completo o pedido de soltura. A defesa argumentava, claro. Dizia que não havia provas robustas o suficiente. Mas o magistrado enxergou o cenário com outros olhos — e what a scene!

Risco de fuga altíssimo. Essa foi uma das razões centrais. Lunardelli não titubeou: considerou a hipótese de os investigados sumirem do mapa antes do fim do processo como mais que plausível. Afinal, as acusações são pesadíssimas. E ninguém brinca com isso.

Os detalhes que arrepiam

De acordo com as investigações, os dois empresários — um deles dono de uma empresa de segurança — teriam bancado operações logísticas e o pagamento de integrantes da facção criminosa. O alvo? Um promotor que, pasmem, já foi ameaçado outras vezes. A suspeita é de que o plano incluía desde vigilância até a execução propriamente dita.

Não é brincadeira de criança. A Polícia Civil aponta que os valores movimentados beiravam R$ 50 mil. Tudo para assegurar que o crime fosse realizado. Dinheiro que, segundo as autoridades, saiu diretamente do bolso dos agora presos.

E não para por aí. Um dos investigados já respondia a outros processos por formação de milícia e extorsão. Ou seja: longe de ser novato em atividades ilegais.

O que diz a defesa — e por que não colou

Os advogados tentaram rebater. Alegaram que as provas eram frágeis, baseadas só em delação e que não havia indícios materiais diretos. Disse mais: que a prisão preventiva era desproporcional.

Mas o desembargador não comprou. Na visão dele, o conjunto probatório — incluindo quebra de sigilos, relatórios financeiros e testemunhos — era mais que suficiente para manter a medida cautelar. "Há elementos sérios e consistentes", frisou.

E agora? Agora a bola volta para as instâncias inferiores. O processo corre em sigilo, e os réus continuam atrás das grades — pelo menos até nova ordem judicial.

Uma coisa é certa: a tensão entre crime organizado e sistema de Justiça segue acirrada. E casos como esse mostram, na veia, como a linha entre empresários e criminosos por vezes… bem, some.