Suspeito de mega-assalto ao Banco Central de 2005 é preso em Catanduva com identidade falsa
Suspeito de mega-assalto ao Banco Central preso em Catanduva

Suspeito de histórico assalto ao Banco Central é preso em Catanduva com identidade falsa

Um homem de 64 anos foi preso na noite de sábado (11) em Catanduva, interior de São Paulo, por portar uma identidade falsa. Conforme informações da Polícia Militar, o indivíduo é suspeito de estar envolvido no célebre mega-assalto ao Banco Central de Fortaleza, ocorrido em 6 de agosto de 2005, quando criminosos subtraíram aproximadamente R$ 165 milhões.

O suspeito possuía uma extensa ficha criminal, incluindo participação em roubos, sequestros e ataques a carros-fortes, e era procurado pela Justiça. Após ser localizado, ele foi conduzido ao Plantão Policial de Catanduva, onde permaneceu detido.

O maior furto da história do Brasil

O assalto ao Banco Central de Fortaleza, que completou 20 anos em 2025, é considerado o maior furto da história do Brasil e ganhou destaque internacional por sua ousadia e planejamento cinematográfico. Os criminosos alugaram uma casa na Rua 25 de Março, na capital cearense, que serviu de fachada para uma empresa de grama sintética.

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Durante três meses, escavaram um túnel de aproximadamente 80 metros, revestido com colunas e vigas de madeira para evitar desabamentos, equipado com sistema de iluminação elétrica e até ar-condicionado. O túnel levava diretamente à caixa-forte do banco.

Em uma ação silenciosa, sem disparar tiros ou acionar alarmes, a quadrilha acessou o cofre durante um fim de semana. O crime só foi descoberto na segunda-feira, 8 de agosto de 2005, quando funcionários retornaram ao trabalho.

Investigações e condenações

Estima-se que mais de 120 pessoas participaram do furto. A Polícia Federal recuperou, no máximo, R$ 60 milhões, por meio da venda de bens dos envolvidos ou apreensão de quantias em espécie durante as investigações.

A Justiça Federal no Ceará condenou 119 réus em 28 processos, com acusações que incluíram:

  • Furto qualificado
  • Formação de quadrilha
  • Lavagem de dinheiro
  • Porte ilegal de arma de fogo
  • Uso de documento falso
  • Extorsão mediante sequestro

As penas variaram de 3 a 170 anos de prisão, mas muitos réus recorreram. Pelo menos 24 condenados em primeira instância foram absolvidos pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), enquanto ao menos 55 tiveram a pena reduzida.

Mentor do crime permanece preso

O mentor intelectual do furto, Antônio Jussivan Alves dos Santos, conhecido como 'Alemão', cumpre pena no Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná. Ele foi condenado por furto, formação de quadrilha e uso de documento falso.

Em agosto de 2017, criminosos tentaram resgatar 'Alemão' e outros internos da Penitenciária Francisco Hélio Viana de Araújo, em Pacatuba, na Grande Fortaleza. Durante um tiroteio com policiais militares e agentes penitenciários, ele foi baleado três vezes no abdômen e hospitalizado. Em dezembro de 2017, foi transferido para o presídio federal, onde permanece até hoje.

A prisão do suspeito em Catanduva reacende as memórias desse crime histórico, demonstrando que as investigações sobre o mega-assalto ao Banco Central ainda podem surpreender, mesmo duas décadas após o ocorrido.

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