Subtenente da Polícia Militar é encontrada morta a tiros em Campo Grande
A subtenente da Polícia Militar Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, foi encontrada morta a tiros na manhã desta segunda-feira, 6 de maio, no bairro Estrela Dalva, em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, com a colaboração de equipes da Polícia Militar e do Batalhão de Choque, que permanecem no local para apurar as circunstâncias do ocorrido.
Versão inicial de suicídio e contradições do namorado
Segundo informações da Polícia Militar, um vizinho da vítima, que também é policial, ouviu o barulho de um disparo e pulou o muro da residência. Ao chegar ao local, ele encontrou o namorado de Marlene, de 50 anos, com a arma em mãos. O homem teria informado que a subtenente teria cometido suicídio, levando o vizinho a acionar imediatamente as autoridades.
No entanto, durante os primeiros interrogatórios, o namorado apresentou contradições significativas ao explicar por que estava segurando a arma no momento da descoberta. Diante dessas inconsistências, ele foi encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) para prestar depoimento formal como testemunha. O caso foi registrado oficialmente como morte a esclarecer, indicando que a polícia ainda não confirmou a versão do suicídio e mantém todas as hipóteses em aberto.
Histórico da vítima e reação da corporação
Marlene de Brito Rodrigues tinha uma extensa e respeitada carreira na Polícia Militar, atuando no Comando-Geral, no setor de Ajudância Geral. Ela era uma das fundadoras da Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso do Sul, destacando-se como uma profissional valorosa e dedicada à instituição. O casal vivia junto há um ano e quatro meses e havia se mudado para a residência onde o crime ocorreu há apenas dois meses.
Em nota oficial, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul expressou profundo pesar pela morte da subtenente e pediu respeito à dor da família, solicitando que a privacidade dos entes queridos seja preservada. A corporação enfatizou que está acompanhando de perto as investigações, por meio de seus setores competentes, para esclarecer todos os fatos com a devida seriedade.
Investigações em andamento e próximos passos
As investigações continuam ativas, com a polícia coletando evidências e depoimentos para determinar as causas exatas da morte. O Comando-Geral da PMMS designou equipes para oferecer suporte necessário à família enlutada, enquanto aguarda os resultados das perícias e análises.
O caso chama a atenção não apenas pela tragédia envolvendo uma servidora pública de longa data, mas também pelas circunstâncias nebulosas que cercam o episódio. A comunidade policial e os moradores de Campo Grande aguardam ansiosamente por mais informações que possam trazer clareza a este triste evento.



