Operação da Receita Federal apreende medicamentos ilegais para emagrecimento em Sergipe
A Receita Federal, em uma ação conjunta com os Correios, realizou a apreensão de aproximadamente 90 ampolas de tizerpatida da marca TG, um medicamento utilizado para emagrecimento, na cidade de Aracaju, Sergipe. A informação foi oficialmente divulgada nesta quinta-feira, dia 5 de setembro, destacando mais um esforço no combate ao comércio ilegal de produtos de saúde.
Detalhes da apreensão e origem dos produtos
Segundo os dados fornecidos pela Receita Federal, as apreensões ocorreram em duas datas distintas: no dia 12 de janeiro e no dia 3 de fevereiro. Os medicamentos estavam embalados em pacotes que foram interceptados no Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas (CTCE) dos Correios, localizado na Rua Acre, no Bairro Siqueira Campos, em Aracaju.
A maioria desses pacotes tinha como origem o Paraguai, indicando uma possível rota de entrada ilegal desses produtos no território brasileiro. Esse fato reforça a vigilância constante das autoridades em pontos estratégicos de logística.
Proibição e riscos à saúde
A Receita Federal ressaltou que os medicamentos apreendidos, incluindo a tizerpatida, não estão registrados nem autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sendo, portanto, proibidos no Brasil. A falta de registro significa que esses produtos não passaram pelos controles de segurança e eficácia necessários, podendo representar sérios riscos à saúde dos consumidores, como efeitos colaterais graves ou interações perigosas com outros medicamentos.
Contexto de outras apreensões recentes
Essa operação não é um caso isolado. No dia 30 de janeiro, em uma ação separada, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu oito caixas de canetas emagrecedoras e mais de 70 frascos de medicamentos inibidores de apetite no km 200 da BR-101, em Cristinápolis, também em Sergipe. Nesse incidente, quatro pessoas foram detidas.
Quando questionados, os ocupantes do veículo envolvido informaram que haviam adquirido os produtos no Paraguai com a intenção de vendê-los e presentear conhecidos. Isso evidencia uma tendência de importação ilegal desses itens, muitas vezes motivada pela busca por soluções rápidas para emagrecimento, sem considerar os perigos envolvidos.
As operações conjuntas entre Receita Federal, Correios e PRF demonstram um esforço contínuo para coibir o tráfico de medicamentos proibidos, protegendo a população brasileira de riscos à saúde e mantendo a integridade do sistema de vigilância sanitária.