Prisão de técnicos de enfermagem no Hospital Anchieta é prorrogada por 30 dias
Prisão de técnicos no Hospital Anchieta prorrogada por 30 dias

Prisão de técnicos de enfermagem no Hospital Anchieta é prorrogada por 30 dias

A Justiça do Distrito Federal decidiu prorrogar por mais 30 dias a prisão temporária dos três técnicos de enfermagem suspeitos de provocar intencionalmente a morte de pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta. A medida foi cumprida na noite de segunda-feira, 9 de setembro, mantendo os acusados sob custódia enquanto as investigações avançam.

Detidos desde janeiro

Os três profissionais de saúde estão detidos desde o início do ano, após as primeiras suspeitas surgirem. Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, e Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos, foram presos em 12 de janeiro. Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, foi detida três dias depois, em 15 de janeiro. A prisão temporária é uma medida prevista na legislação brasileira, utilizada durante a fase de investigação para que a polícia tenha tempo de reunir provas, ouvir testemunhas e esclarecer os fatos.

Por que a prisão foi prorrogada?

Em casos de crimes considerados hediondos ou equiparados, como homicídio qualificado, o prazo inicial da prisão temporária é de 30 dias. Antes do fim desse período, a polícia pode solicitar à Justiça a prorrogação por mais 30 dias, caso entenda que as investigações ainda não foram concluídas. No caso do Hospital Anchieta, a Polícia Civil do Distrito Federal justificou a necessidade de mais tempo para aprofundar as apurações, o que levou à decisão judicial de prorrogar a detenção dos três técnicos.

Novas investigações em andamento

Além da prorrogação das prisões, a Polícia Civil segue investigando outras mortes suspeitas na unidade de saúde em um segundo inquérito. O novo processo foi aberto após familiares de pacientes reconhecerem, em reportagens sobre o caso, os técnicos que atuavam na UTI e associarem a presença deles às mortes de parentes internados no hospital. As famílias que levantaram essas novas suspeitas já começaram a prestar depoimentos formais aos investigadores, ampliando o escopo das apurações.

Confissões e detalhes dos crimes

Durante os depoimentos, Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, inicialmente negou envolvimento, mas confessou os crimes após ser confrontado com imagens das câmeras de segurança da unidade. Marcela Camilly Alves da Silva também admitiu sua participação. Segundo a investigação, Marcos injetou doses altas de um medicamento nos pacientes, utilizando o produto como um veneno. Em uma das vítimas, ele também injetou desinfetante na veia. As mulheres, Amanda e Marcela, são acusadas de participar dos crimes dando cobertura ao outro técnico.

A Polícia Civil informou que Marcos trabalhava há cinco anos na área de saúde. Após a abertura da investigação interna, o Hospital Anchieta demitiu os três suspeitos, reforçando as medidas de segurança e transparência na instituição. O caso continua sob análise detalhada, com expectativa de novas descobertas nas próximas semanas.