Homem é preso após ameaçar seguranças, desacatar e ofender policial com injúria racial em Presidente Prudente
Um homem de 31 anos foi preso em flagrante na madrugada deste domingo (8), em Presidente Prudente, no interior de São Paulo, após uma série de incidentes violentos que incluíram ameaças, desacato a autoridade e ofensas racistas. O caso ocorreu inicialmente em uma boate da cidade e se estendeu até a Delegacia Participativa da Polícia Civil, onde o suspeito proferiu injúrias raciais contra um policial militar.
Sequência dos fatos: da boate à delegacia
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de ameaça e lesão corporal em uma boate de Presidente Prudente. O suspeito e os seguranças envolvidos foram conduzidos até a delegacia para o registro formal do caso. No entanto, mesmo dentro do saguão da unidade policial, o homem voltou a ameaçar um dos seguranças, demonstrando comportamento agressivo e descontrolado.
Ao ser advertido por um policial militar presente no local, o indivíduo passou a desacatá-lo, resultando em uma voz de prisão por desacato. Devido ao seu estado alterado, foi necessário algemá-lo para garantir a segurança de todos os presentes, incluindo funcionários e outros civis na delegacia.
Ofensas racistas e nova prisão
Enquanto aguardava na delegacia, o suspeito não apenas manteve sua postura hostil, mas também proferiu ofensas de cunho racial contra um policial. Além disso, afirmou pertencer a uma facção criminosa, o que agravou ainda mais a situação. Diante desses novos fatos, ele recebeu uma segunda voz de prisão, desta vez pelo crime de injúria racial, enquadrado na Lei do Racismo (Lei 7.716/89).
O policial alvo das ofensas confirmou os acontecimentos e manifestou interesse em representar criminalmente contra o suspeito, reforçando a gravidade do caso. A autoridade policial responsável ratificou a prisão em flagrante pelos crimes de ameaça, desacato e injúria racial, optando por não arbitrar fiança devido aos antecedentes do envolvido e à seriedade dos fatos.
Condição do suspeito e desfecho legal
O homem apresentava ferimentos no rosto decorrentes da briga na boate, mas se recusou a receber atendimento médico oferecido pelas autoridades. Durante o interrogatório, permaneceu em silêncio, não fornecendo declarações que pudessem esclarecer ou atenuar sua conduta.
A Polícia Civil representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, argumentando que a liberdade do suspeito poderia representar risco à ordem pública. Atualmente, o envolvido segue à disposição da Justiça, aguardando as próximas etapas processuais. Este caso destaca a importância do combate ao racismo e ao desrespeito às autoridades, reforçando a atuação policial em Presidente Prudente para coibir tais comportamentos criminosos.