Operação Slin combate venda irregular de canetas emagrecedoras no Rio Grande do Norte
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte realizou, nesta terça-feira (31), uma operação policial que resultou na apreensão de materiais relacionados ao comércio ilegal de canetas emagrecedoras. A ação, batizada de Operação Slin, cumpriu cinco mandados de busca e apreensão nos municípios de Assu e Macau, visando suspeitos envolvidos na venda irregular de medicamentos de controle especial pelas redes sociais.
Denúncia levou à investigação e apreensões
As investigações tiveram início após a polícia receber uma denúncia sobre a venda dos fármacos Mounjaro (tirzepatida) e Synedica (retatrutida), utilizados para emagrecimento. Segundo as autoridades, a denúncia também indicava que o grupo suspeito realizava fracionamento de doses e armazenamento inadequado dos produtos, práticas que aumentam os riscos à saúde dos consumidores.
"De acordo com as investigações, há indícios de que as suspeitas realizavam divulgação ostensiva da venda ilegal por meio de redes sociais. As negociações dos fármacos ocorriam, principalmente, via aplicativos de mensagens", informou a Polícia Civil em comunicado oficial.
Materiais apreendidos durante as diligências policiais
Durante as buscas, os policiais apreenderam diversos itens vinculados à atividade criminosa, incluindo:
- Seringas e luvas utilizadas no manuseio dos medicamentos
- Recipientes térmicos empregados para a entrega dos produtos
- Aparelhos eletrônicos, como celulares e computadores
- Dinheiro em espécie
Todos os materiais apreendidos serão submetidos à perícia técnica para auxiliar nas investigações e possíveis ações judiciais futuras.
Crimes investigados e alerta à população
Ao final das investigações, os investigados poderão responder por uma série de crimes, conforme destacado pela polícia:
- Associação criminosa
- Falsificação de produtos
- Corrupção e adulteração de produtos terapêuticos
- Receptação qualificada
"A Polícia Civil reforça o alerta à população sobre os riscos do uso de medicamentos adquiridos de forma irregular, especialmente produtos para emagrecimento, que podem causar efeitos adversos graves", enfatizou a corporação, destacando os perigos à saúde pública.
A operação demonstra o compromisso das autoridades em combater o comércio ilegal de medicamentos, que coloca em risco a segurança e o bem-estar dos cidadãos, incentivando a população a denunciar atividades suspeitas.



