Justiça condena oito envolvidos em esquema de entrada de itens ilícitos em presídio de Juiz de Fora
Oito condenados por esquema de itens ilícitos em presídio de MG

Justiça de Juiz de Fora condena oito pessoas por esquema criminoso em presídio

A Justiça de Minas Gerais proferiu sentença condenatória contra oito indivíduos, incluindo policiais penais, servidores públicos e detentos, por sua participação em uma organização criminosa que atuava no sistema prisional de Juiz de Fora. O grupo era acusado de estruturar e operar um esquema para facilitar a entrada de itens ilícitos na Penitenciária José Edson Cavalieri, conforme detalhado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

Esquema criminoso e condenações severas

De acordo com as investigações, os condenados eram responsáveis por permitir a introdução de celulares, drogas e outros materiais proibidos no interior da unidade prisional. Em troca desses serviços, os envolvidos recebiam pagamentos financeiros de detentos e seus familiares, configurando um caso grave de corrupção e tráfico de influência.

A sentença foi emitida no início deste mês pela 3ª Vara Criminal de Juiz de Fora, estabelecendo penas que variam entre oito e dezenove anos de reclusão. Inicialmente, todas as condenações devem ser cumpridas em regime fechado, refletindo a gravidade dos crimes cometidos.

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Consequências adicionais para os agentes públicos

Além das penas privativas de liberdade, a Justiça determinou a perda do cargo público para os policiais penais envolvidos no esquema. Eles estão proibidos de exercer qualquer nova função pública pelo prazo estabelecido em lei após o término da pena, uma medida que visa coibir futuras irregularidades.

O magistrado também negou aos réus que já se encontravam presos ou foragidos o direito de recorrer da sentença em liberdade, reforçando a severidade da decisão judicial.

Operação Tabernus e métodos de investigação

As investigações que levaram às condenações deram origem à Operação Tabernus, realizada em junho de 2024. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) apurou que os agentes públicos utilizavam suas posições funcionais para viabilizar a entrada dos materiais ilícitos.

Entre as evidências coletadas, destacam-se:

  • Movimentação financeira suspeita: Valores incompatíveis com a renda declarada dos investigados.
  • Lavagem de dinheiro: Uso de contas bancárias de terceiros para ocultar a origem ilícita dos recursos.

O MPMG ressaltou que a materialidade e a autoria dos crimes foram comprovadas por meio de interceptações telefônicas, quebras de sigilo bancário e telemático, análises financeiras, além de depoimentos de presos, familiares e agentes públicos. Esses elementos foram fundamentais para a condenação dos envolvidos, demonstrando a eficácia das investigações no combate ao crime organizado no sistema prisional mineiro.

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