Justiça de SP decreta prisão preventiva de mulher condenada por homofobia e atropelamento
Mulher condenada por homofobia e atropelamento tem prisão decretada

Justiça de São Paulo decreta prisão preventiva de mulher condenada por homofobia e atropelamento

A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva de Jaqueline Santos Ludovico, após constatar o descumprimento de medidas cautelares e indícios de que ela deixou o Brasil para viver na Espanha. A decisão, da juíza Giovanna Christina Colares, da Vara Regional das Garantias, considera que a fuga compromete a aplicação da lei penal e a instrução criminal.

Histórico criminal e condenações

Jaqueline acumula uma série de processos criminais, incluindo:

  • Homofobia e agressão: Condenada em primeiro e segundo graus por injúria em razão da sexualidade, ameaça e lesões corporais, após um episódio em uma padaria no Centro de São Paulo, em fevereiro de 2024. A briga começou por uma vaga de estacionamento e terminou com agressões dentro do estabelecimento.
  • Atropelamento e fuga: Em junho de 2024, ela foi presa em flagrante por atropelar André Rossi na Barra Funda, Zona Oeste da capital, enquanto dirigia embriagada e fugiu sem prestar socorro. Câmeras de segurança registraram o carro, um Honda HR-V, passando em alta velocidade e atingindo a vítima, que sinalizava estar na faixa de pedestres.
  • Estelionato em Santa Catarina: Ré em um processo de 2025 por fraude eletrônica, com denúncia do Ministério Público catarinense por prejuízo de R$ 200 mil a uma empresa automotiva em Tubarão.

Descumprimento de medidas e fuga internacional

O mandado de prisão, expedido com urgência, refere-se ao caso do atropelamento. Jaqueline deixou de cumprir medidas cautelares, como o comparecimento mensal em juízo e a proibição de se ausentar da comarca por mais de oito dias sem autorização. Uma certidão da Polícia Federal indica que ela saiu do Brasil em outubro de 2025 e não retornou até janeiro de 2026.

Para a juíza, há "fundados indícios" de que a investigada se evadiu em definitivo para viver na Espanha com o filho, o que motivou a decretação da prisão preventiva.

Posição da defesa da vítima e busca internacional

O advogado da vítima do atropelamento, Flavio Grossi, afirmou que Jaqueline "demonstrou ter práticas avessas à vida em sociedade e, pior, busca esquivar-se da responsabilidade criminal". Ele destacou que ela escolheu fugir para a Espanha na tentativa de impedir a aplicação da lei penal.

Grossi pediu a inclusão do nome de Jaqueline na lista da Interpol, para que ela passe a ser procurada internacionalmente, com o objetivo de localizá-la, providenciar sua extradição e garantir que seja processada e condenada pelos crimes cometidos.

Contexto e reações

O Tribunal de Justiça de São Paulo e a Polícia Federal optaram por não confirmar informações sobre o caso, para não atrapalhar o trabalho das autoridades policiais. A defesa de Jaqueline não foi localizada para comentários.

Este caso destaca questões de segurança pública, justiça criminal e a luta contra crimes de ódio, como a homofobia, reforçando a importância do cumprimento das leis e da responsabilização penal.