Justiça do Acre pronuncia acusado por morte de bebê de 1 ano e 8 meses em 2017
Justiça pronuncia acusado por morte de bebê em 2017 no Acre

Justiça do Acre pronuncia acusado por morte de bebê de 1 ano e 8 meses em 2017

Após mais de nove anos de investigações e processos, a Justiça do Acre finalmente pronunciou Alexandre da Costa Lima a júri popular pela morte do bebê Thayson Júnior Holanda da Silva, que tinha apenas 1 ano e 8 meses de idade. O trágico incidente ocorreu em fevereiro de 2017, em uma residência localizada na Rua Progresso, no Bairro Cadeia Velha, em Rio Branco.

Com a decisão de pronúncia, a Justiça estabeleceu um prazo para que a defesa de Alexandre, representada pela Defensoria Pública Estadual do Acre (DPE-AC), e o Ministério Público do Acre (MP-AC) se manifestem sobre o caso. É importante destacar que a DPE-AC, seguindo sua política institucional, não costuma comentar publicamente os casos que defende.

Os detalhes do crime que chocou o Acre

O crime aconteceu no dia 25 de fevereiro de 2017. De acordo com as investigações judiciais, naquela ocasião, Jonatas Barrozo da Silva, David do Nascimento dos Santos e Talisson de Souza Teixeira se dirigiram até a residência com a intenção de assassinar Willian da Silva Mendonça e Gleison Lima da Silva, pai do bebê, que supostamente pertenciam a uma facção criminosa rival.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Durante a intensa troca de tiros, o pequeno Thayson Júnior, que dormia tranquilamente em uma rede no quarto da frente da casa, foi atingido na cabeça por uma bala perdida e faleceu no local. Além da criança, um jovem de 19 anos também foi baleado na perna, mas conseguiu sobreviver ao ataque.

Segundo os autos do processo, o crime teria sido ordenado por Alexandre da Costa Lima e Gabriel Oliveira Gomes dos Santos. Em junho de 2018, Talisson de Souza Teixeira já havia sido condenado a 50 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial fechado, pela sua participação no homicídio.

Longo caminho até a pronúncia de Alexandre

Em agosto do ano passado, a Justiça pronunciou a júri popular Jonatas Barrozo da Silva e Gabriel Oliveira Gomes dos Santos, que também eram acusados pelo crime. No entanto, naquela ocasião, Alexandre foi impronunciado devido à falta de provas suficientes. O Ministério Público Estadual (MP-AC) não aceitou essa decisão e recorreu da sentença.

Em março deste ano, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre acolheu o recurso do MP-AC e decidiu, por unanimidade, pronunciar Alexandre da Costa Lima. O colegiado de quatro magistrados entendeu que o crime foi cometido por motivo torpe, com recurso que impediu a defesa da vítima e envolvendo corrupção de menor. Ainda não há uma data definida para a realização do júri popular, sendo o desembargador Samoel Evangelista o relator do caso.

Ficha criminal extensa do acusado

Durante as investigações deste caso, a Polícia Civil descobriu que Alexandre da Costa Lima já possuía um histórico criminal significativo. Ele havia sido condenado a 21 anos de prisão pela morte de Cristovão Nascimento, de 26 anos, ocorrida em abril de 2017. Na época, Alexandre foi preso junto com mais três homens, que somaram mais de 50 anos em penas.

Conforme informações da Polícia Militar do Acre (PM-AC), Nascimento pode ter sido assassinado na parte de trás de uma igreja evangélica e, posteriormente, seu corpo foi arrastado e jogado em um açude.

Além disso, a ficha criminal revela que Alexandre também está envolvido em outro crime grave de 2017. Ele é um dos cinco acusados de participação na morte do agente penitenciário Romario Cavalcante Alexandrino, de 28 anos, ocorrida em fevereiro daquele ano. O agente foi vítima de uma emboscada dentro de sua própria casa, na Vila do V, em Porto Acre, na presença de sua esposa e cunhado, que também foi atingido pelos tiros. A Associação do Sistema Penitenciário do Acre (Asspen-AC) chegou a afirmar que a morte do agente havia sido planejada por facções criminosas.

Finalmente, em 2012, Alexandre já havia sido condenado por homicídio qualificado ao matar Raimundo de Araújo Lima, juntamente com outro homem, em Porto Acre. De acordo com a Justiça, o suspeito exercia um papel de liderança dentro de uma facção criminosa naquela região do estado.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar