Audiência de instrução encerrada em caso de morte de peão de boiadeiro em Lagoinha
A audiência de instrução e julgamento referente ao assassinato do peão de boiadeiro Matheus Expedito de Campos, de 24 anos, foi concluída nesta quarta-feira (21) no fórum de São Luiz do Paraitinga, no interior de São Paulo. Com o encerramento dessa fase, o juiz responsável pelo processo agora deve avaliar se os quatro acusados serão submetidos a um júri popular, decisão que depende da análise das alegações finais escritas a serem apresentadas pela acusação e defesa.
Detalhes do processo e próximos passos judiciais
Durante a audiência, foram ouvidas 12 testemunhas e os quatro réus foram interrogados, conforme informou o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Essa etapa é crucial para a produção de provas e a oitiva das partes, servindo como base para a decisão judicial sobre a viabilidade de um julgamento pelo Tribunal do Júri. Com a conclusão da audiência, o Ministério Público e as defesas têm um prazo estabelecido para entregar suas alegações finais por escrito.
Após a análise desses documentos, o magistrado decidirá se há indícios suficientes de autoria e materialidade para encaminhar os acusados a um júri popular, em data ainda a ser definida. O caso tem gerado atenção na região, especialmente entre profissionais do rodeio, devido ao perfil da vítima.
Contexto do crime e acusados envolvidos
Matheus Expedito de Campos foi assassinado a tiros em abril de 2025, em frente à borracharia onde trabalhava, no centro de Lagoinha. O crime causou comoção na cidade e entre a comunidade local, já que o jovem era um peão de boiadeiro conhecido na área. Os quatro homens acusados de envolvimento na morte são:
- Rodrigo Joaquin Martins: Apontado como um dos executores do crime, acusado de ter recebido R$ 1 mil para cometer o homicídio.
- Gabriel Querino Siqueira: Também acusado de ter recebido R$ 1 mil para participar da execução.
- Jorge Márcio Marcondes: Indicado pelo Ministério Público como o mandante do crime.
- Fábio Pereira Marcondes: Irmão de Jorge e então presidente da Câmara de Lagoinha, acusado de ser responsável pela transferência do dinheiro aos executores.
Posicionamento das defesas e segredo de justiça
As defesas dos acusados apresentaram diferentes abordagens durante o processo. O advogado de Rodrigo Joaquim Martins afirmou que está atuando para garantir uma apuração imparcial. Já a defesa de Gabriel Querino informou que não comenta o caso por estar sob segredo de justiça. Além disso, as defesas de Jorge e Fábio Marcondes sustentam que eles não têm envolvimento com o crime, reforçando a complexidade do caso que agora aguarda a decisão judicial final.