Juiz sequestrado em São Paulo passou mais de 30 horas em cativeiro em Osasco
Um auditor fiscal e juiz do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT) de São Paulo foi vítima de um sequestro relâmpago no último domingo (18) e permaneceu em cativeiro por mais de 30 horas em Osasco, na Região Metropolitana. O local, descoberto pela polícia na madrugada desta terça-feira (20), fica na rua Colinas do Oeste, próximo ao Rodoanel Mário Covas.
Detalhes do cativeiro e operação policial
De acordo com vídeos gravados por investigadores, o cômodo onde o juiz foi mantido tinha poucos metros quadrados e estava equipado com cama, pia e banheiro. As janelas estavam cobertas por lençóis, indicando um ambiente preparado para ocultar a vítima. Os criminosos tentaram extrair dinheiro das contas bancárias do juiz através de transferências pelo celular, mas não obtiveram sucesso.
A Divisão Antissequestro da Polícia Civil prendeu cinco suspeitos no total: quatro foram encontrados no local do cativeiro e um foi detido posteriormente. O sequestro ocorreu na avenida Rebouças, na Zona Oeste de São Paulo, e, segundo as autoridades, foi um crime de oportunidade. A vítima estava em seu carro quando foi abordada por quatro criminosos em outros veículos.
Em entrevista coletiva, o delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, explicou: "Foi num momento de desatenção em que ele parou", destacando a natureza repentina do ataque.
Palavra-chave e alerta para a polícia
Enquanto estava refém, o juiz recebeu uma ligação de seu companheiro e foi autorizado pelos sequestradores a atender. Durante a conversa, ele utilizou uma palavra-chave previamente combinada para sinalizar que estava em perigo, o que levou ao acionamento imediato da polícia. A palavra de segurança específica não foi divulgada pelas autoridades.
O companheiro da vítima também relatou à polícia que o síndico do prédio recebeu uma mensagem do juiz autorizando a entrada de pessoas no apartamento para uma vistoria, algo incomum que despertou suspeitas. O delegado Fabio Nelson, chefe da Divisão Antissequestro, esclareceu: "Não houve entrada no apartamento nem roubo, mas houve a intenção da organização criminosa de entrar para roubar algo. Essa proposta fez com que o companheiro tivesse certeza de que a vítima não estava bem".
Conclusão e impacto
Este caso chama a atenção para a segurança pública na região metropolitana de São Paulo e destaca a importância de protocolos de emergência, como o uso de palavras-chave, em situações de risco. A rápida ação da polícia resultou na libertação do juiz e na prisão dos suspeitos, reforçando a eficácia das operações antissequestro no combate a crimes violentos.