Investigação revela esquema ilegal de canetas emagrecedoras em Monte Alto, SP
Esquema ilegal de canetas emagrecedoras é descoberto em SP

Esquema ilegal de canetas emagrecedoras é descoberto em Monte Alto, SP

A Polícia Civil de Monte Alto, no interior de São Paulo, desvendou um esquema de aplicação irregular de canetas emagrecedoras, envolvendo profissionais da saúde e medicamentos sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A investigação foi iniciada após relatos de pacientes que passaram mal após o uso das substâncias, levantando preocupações sobre a segurança e a legalidade das práticas.

Detalhes da operação e apreensões

Durante a operação, foram apreendidas ampolas de tirzepatida, substância utilizada nas canetas emagrecedoras, armazenadas em geladeiras sem comprovação de procedência. Os produtos não possuíam registro ou autorização da Anvisa, conforme destacado pela polícia. Além disso, foram encontradas fichas de atendimento de pacientes, contendo informações como nomes, cronogramas de aplicação, dosagens, valores cobrados e tabelas de acompanhamento de perda de peso.

Suspeitas e esquema entre clínicas

As principais suspeitas são a biomédica Sinara Correa de Oliveira e a técnica de enfermagem Ivane Rosa da Silva, presas em flagrante. Sinara pagou fiança de R$ 1,6 mil e foi liberada, enquanto Ivane foi solta após audiência de custódia. De acordo com o delegado Marcelo Lorenço dos Santos, duas clínicas atuavam em conjunto, com uma indicando clientes para a outra, formando uma rede de encaminhamento. Pacientes de uma clínica de estética eram direcionados a uma segunda unidade para receber o medicamento aplicado de forma irregular.

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Crimes e defesas das profissionais

As suspeitas podem responder por crimes contra a saúde pública, incluindo falsificação, adulteração ou alteração de produtos destinados a fins medicinais. A defesa da técnica de enfermagem alega que ela é ré primária, com bons antecedentes, e que os produtos apreendidos seriam de uso pessoal. Já a defesa da biomédica argumenta que ela atua há anos na área, sem histórico de irregularidades, e baseia suas atividades em conhecimento técnico e diretrizes profissionais.

Situação atual e impactos

Os estabelecimentos não foram interditados, conforme decisão da Vigilância Sanitária, para permitir que outros profissionais continuem atendendo. No entanto, a Secretaria Municipal de Saúde abriu processos administrativos para investigar as clínicas. A Polícia Civil continua o inquérito, buscando identificar fornecedores dos medicamentos, outros possíveis envolvidos e o número de pacientes afetados pelo uso irregular das canetas emagrecedoras.

Este caso destaca os riscos associados a práticas de saúde não regulamentadas e a importância da vigilância sanitária na proteção da população. A investigação segue em andamento, com novas descobertas esperadas nas próximas semanas.

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