
Eis que Belo Horizonte acorda com uma daquelas notícias que gelam a espinha. Um empresário, cuja vida aparentava normalidade — aquela fachada que a gente sempre vê por aí —, simplesmente confessa ter cometido um assassinato a sangue frio. A vítima? Um trabalhador, um gari. Alguém que, como tantos outros, merecia voltar pra casa no fim do dia.
O caso, que já é grave por si só, ganha contornos ainda mais sombrios quando a polícia começa a desvendar os detalhes. O tal empresário, segundo as investigações, não era um leigo no mundo das armas. Muito pelo contrário. Ele tinha uma verdadeira fascinação — quase uma obsessão — por esse universo. E não era só de conversa fiada não; o sujeito realmente possuía um arsenal em casa. Coisa de gente que, claramente, não encara uma arma como mero objeto de coleção.
As Pesquisas Macabras na Internet
E se o crime em si já é aterrador, o que veio depois é que parece coisa de filme de terror. Após ter cometido o homicídio, o indivíduo não fugiu desesperado, não tentou se esconder. Não. Ele foi pra internet. Sentou na frente do computador e começou a pesquisar — segurem seus estômagos — sobre as consequências legais de um assassinato. Sim, você leu certo.
Pesquisou sobre prazos de prescrição de um crime, sobre como a Justiça funciona nesses casos, sobre penas. Uma frieza que beira o inacreditável, uma calculista tentativa de entender o buraco em que se meteu e, quem sabe, encontrar uma brecha. Parece que ele achou que uma busca no Google seria capaz de dar um jeito na bagunça que fez.
O Retrato de uma Frieza Incomum
O que se desenha aqui não é o perfil de um criminoso passionais, daqueles que cometem um erro num momento de fúria cega. Isso aqui foi diferente. Foi calculado, foi premeditado. A posse das armas já indicava uma predisposição para a violência, e a confissão — ainda que um passo para a responsabilização — não apaga o ato brutal.
E aí a gente se pergunta: o que se passa na cabeça de alguém que, depois de tirar uma vida, consegue ter a frieza de ligar o computador e fazer uma pesquisa dessas? É um nível de distanciamento da realidade que assusta qualquer um. A polícia, claro, está tratando o caso com a seriedade que ele merece, e o sujeito agora responde pelas devidas ações na Justiça.
Enquanto isso, fica aquele gosto amargo na boca. Mais um caso de violência urbana, mais uma vida perdida de maneira absurda, e mais um lembrete de como a maldade humana pode, às vezes, ser metódica e terrivelmente racional.