Quatro homens são denunciados por assassinato de açougueiro em Jaguariaíva, no Paraná
Denúncia por assassinato de açougueiro no Paraná

Quatro homens são denunciados por assassinato de açougueiro em Jaguariaíva, no Paraná

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou quatro homens pelo assassinato do açougueiro Alcides Miguel de Castro, conhecido como Cide, ocorrido em Jaguariaíva, nos Campos Gerais do estado. As investigações revelam que o crime foi motivado por vingança, após a vítima ter presenciado uma tentativa de furto no mercado onde trabalhava há mais de trinta anos.

Detalhes do crime e acusações

O açougueiro foi atacado brutalmente no dia 11 de janeiro, enquanto estava em um bar, apenas quatro dias após o incidente do furto. Segundo o MP-PR, os acusados atraíram Alcides para fora do estabelecimento, cercaram-no e iniciaram as agressões físicas. Gilmar Miranda de Matos, Josué Manoel de Oliveira e Misael Gonçalves de Andrade subjugaram a vítima com socos e empurrões, enquanto Julio Cesar Manoel de Oliveira utilizou uma ripa de madeira para desferir golpes violentos na cabeça de Alcides, mesmo após ele já estar caído no chão.

Os quatro foram denunciados por homicídio duplamente qualificado, devido a motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Dois dos acusados, Gilmar e Julio Cesar, foram presos em flagrante no mesmo dia do crime e permanecem detidos com prisão preventiva. Já Josué e Misael respondem ao processo em liberdade, e nenhum deles possui defesa constituída até o momento.

Contexto e investigações

A tentativa de furto ocorreu em 7 de janeiro, quando duas mulheres tentaram roubar carnes do mercado. Um vídeo do incidente, que mostrava Alcides presente no local, foi compartilhado nas redes sociais, levando familiares das mulheres a reconhecê-lo e planejar a vingança. A polícia destacou que o açougueiro não foi responsável por gravar ou divulgar as imagens, mas sua presença no vídeo foi suficiente para desencadear o ataque fatal.

O espancamento foi filmado por testemunhas, o que auxiliou na identificação dos suspeitos. Alcides foi socorrido e passou três dias internado, mas não resistiu aos ferimentos graves, incluindo lesões na cabeça e perda de massa encefálica. O delegado William Arantes Nunes descreveu o crime como covarde, com agressões continuadas mesmo após a vítima perder a consciência.

Repercussão e histórico dos acusados

A morte de Cide gerou comoção nas redes sociais, com muitos moradores de Jaguariaíva prestando homenagens e expressando indignação. Em postagens, internautas lamentaram a perda de um trabalhador respeitado e alertaram sobre os perigos da justiça com as próprias mãos.

Além disso, a Polícia Civil informou que Julio Cesar Manoel de Oliveira já havia sido autuado em 2025 por agredir outra pessoa com um pedaço de pau, indicando um histórico de violência. As autoridades continuam investigando o caso e incentivam a população a colaborar com denúncias anônimas pelos telefones 197 ou 181, ou acionando a Polícia Militar pelo 190 em situações de perigo iminente.

Este trágico episódio ressalta a importância do respeito à lei e aos processos judiciais, evitando que atos de vingança resultem em mais violência e perdas irreparáveis para a comunidade.