Delegado revela detalhes sobre desaparecimento da família Aguiar em Cachoeirinha
Delegado fala sobre caso família Aguiar em Cachoeirinha

Delegado detalha investigação sobre desaparecimento da família Aguiar em Cachoeirinha

A Polícia Civil confirmou que o sangue encontrado na residência de Silvana Germann Aguiar, de 48 anos, desaparecida desde o final de janeiro em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, pertence a ela e ao pai, Isail Aguiar, de 69 anos, que também está sumido. Silvana e os pais, Isail e Dalmira Germann de Aguiar, 70 anos, não são vistos há 80 dias, com o caso cercado de mistérios e sem informações sobre seu paradeiro.

Principal suspeito e motivações do crime

O principal suspeito é o policial militar Cristiano Domingues Francisco, ex-companheiro de Silvana e pai do filho dela, preso preventivamente desde fevereiro. Os investigadores veem como remotas as chances de encontrá-los com vida, tratando o caso como feminicídio e duplo homicídio. A polícia aponta que a motivação seria a disputa pela criação do filho e questões financeiras envolvendo o patrimônio da família Aguiar.

Novos investigados por atrapalhar buscas

No final de março, três pessoas ligadas ao policial militar passaram à condição de suspeitas por atrapalharem as investigações. Conforme o delegado:

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  • Uma parente de Cristiano é investigada por apagar dados em dispositivos eletrônicos e na nuvem, sendo suspeita de fraude processual.
  • Um homem, familiar do PM, teria deletado imagens de câmeras da casa da mãe de Cristiano, também suspeito de fraude processual.
  • Uma terceira pessoa próxima é investigada por falso testemunho, ao mentir para dar falsos álibis ao principal suspeito.

O advogado de Cristiano, Jeverson Barcellos, afirma que segue atuando no caso e aguarda a conclusão do inquérito policial para se manifestar.

Linha do tempo dos acontecimentos

O caso teve uma sequência de eventos marcantes:

  1. Antes do sumiço: Em 2 de janeiro, Silvana solicita contato do Conselho Tutelar; em 9 de janeiro, ela registra que o ex-marido desrespeitava restrições alimentares do filho.
  2. Fim de semana dos desaparecimentos: Em 24 de janeiro, Silvana é vista pela última vez, com uma postagem falsa sobre acidente em Gramado. Imagens de câmeras mostram movimentação atípica de veículos em sua residência. Em 25 de janeiro, os pais saem para procurá-la, visitam Cristiano e não são mais vistos.
  3. Início das investigações: Em 27 e 28 de janeiro, ocorrências são registradas; Cristiano pede guarda do filho. Em 1º de fevereiro, ele envia foto da casa dos sogros; em 3 de fevereiro, projétil é encontrado; em 4 de fevereiro, polícia descarta sequestro.
  4. Perícias e prisão: Em 5 de fevereiro, sangue é encontrado; em 7 de fevereiro, celular de Silvana é localizado; em 10 de fevereiro, Cristiano é preso temporariamente. Em 9 de abril, prisão preventiva é decretada.

As buscas continuam com cães farejadores em áreas rurais, mas as perspectivas de encontrar a família com vida são baixas, mantendo a comunidade em alerta.

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