IML confirma identidade de corpo encontrado em mata de SP como policial militar desaparecido
O Instituto Médico Legal (IML) confirmou, através de exames de impressões digitais, que o corpo encontrado em uma área de mata em Embu-Guaçu, na Grande São Paulo, pertence ao cabo Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, que estava desaparecido desde janeiro. A descoberta ocorreu após uma denúncia anônima que levou mais de 80 agentes e cães farejadores ao local, intensificando as buscas pelo policial.
Dono de bar preso e investigações avançam
Nesta terça-feira (20), o dono do bar onde o cabo Fabrício foi visto pela última vez foi preso em uma ação conjunta da Polícia Civil. A prisão temporária foi solicitada pela Justiça após investigações apontarem o comerciante como proprietário do imóvel onde o policial teria sido rendido. A casa passou por perícia detalhada, incluindo exames com luminol, para coletar evidências do crime.
Além disso, a polícia acredita que o assassinato foi cometido a mando do crime organizado, após uma discussão entre Fabrício e um traficante em uma comunidade na Zona Sul de São Paulo. Outros suspeitos, incluindo o caseiro do sítio onde o corpo foi encontrado, também estão presos temporariamente, conforme informou a Secretaria da Segurança Pública (SSP).
Detalhes do caso e laudo preliminar
O laudo preliminar do IML indicou que o cabo Fabrício sofreu traumatismo cranioencefálico e apresentava sinais de tortura, reforçando a brutalidade do crime. Testemunhas relataram que o policial passou a madrugada em um bar dentro da favela Horizonte Azul e teria se desentendido com um traficante, revelando sua profissão durante a discussão.
Após o incidente, o traficante notificou chefes do tráfico, que ordenaram a abordagem do PM. Imagens de câmeras de monitoramento mostram o carro de Fabrício circulando pela região no dia seguinte ao desaparecimento, seguido por um veículo preto. O veículo do policial foi posteriormente encontrado queimado em Itapecerica da Serra, com galões de gasolina no porta-malas, sugerindo uma tentativa de destruir evidências.
Contexto pessoal e reações oficiais
Fabrício estava de férias e havia ido visitar o pai e o filho, que vivem perto da Estrada do M’Boi Mirim. Ele tinha um casamento civil marcado para dois dias após seu desaparecimento, tornando o caso ainda mais trágico para familiares e colegas.
Em nota, a SSP lamentou a morte do agente e destacou que as investigações continuam para identificar e responsabilizar todos os envolvidos. Até o momento, quatro suspeitos estão detidos, incluindo o dono do sítio onde o corpo foi localizado, demonstrando o empenho das autoridades em esclarecer o crime.
Desenvolvimentos recentes e próximos passos
As investigações revelaram que um dos suspeitos admitiu em depoimento ter acompanhado outro homem para incinerar o carro do PM em uma mata. A polícia segue analisando evidências e depoimentos para construir um caso sólido contra os acusados, com foco em desmantelar as redes criminosas envolvidas.
O velório e enterro do cabo Fabrício ocorreram no Cemitério Cerejeiras, encerrando um capítulo doloroso para a comunidade policial e familiar, enquanto a justiça busca respostas para esse crime chocante na região metropolitana de São Paulo.