Advogado é Flagrado em Esquema de Falsificação de Documentos na Bahia — Caso Envolve Até CNPJ
Advogado preso por falsificar documentos na Bahia

Eis que um advogado, justamente aquele que deveria zelar pela lei, acaba entrando pela porta da frente da delegacia — não para defender, mas para ser detido. Aos 36 anos, o profissional do direito foi surpreendido em flagrante pela Polícia Civil da Bahia nesta quarta-feira (28), acusado de montar um verdadeiro “atalho” ilegal com documentos falsos.

Não foi coisa pequena, não. Entre os itens apreendidos, estavam certidões de CNPJ adulteradas, contratos que não valiam o papel em que estavam impressos e até um certificado digital que — pasmem — não tinha nada de certificado. Tudo muito bem armazenado no apartamento dele, no bairro de Stella Maris, em Salvador. Que ironia, não?

A investigação começou de forma quase casual, depois que uma vítima compareceu à 1ª Delegacia Territorial (DT) de Itapuã para relatar que seu nome estava sendo usado indevidamente em um contrato fraudulento. Só que a partir daí, a coisa desandou de vez. A polícia descobriu que o esquema ia muito além do que se imaginava.

Um modus operandi cheio de cara de pau

O advogado, segundo as investigações, agia com uma tranquilidade que chega a assustar. Ele falsificava documentos como se estivesse preenchendo uma lista de compras — CNPJ, contratos sociais, declarações… você nomeia, ele “criava”. E não fazia isso por hobby: cobrava tranquilamente entre R$ 500 e R$ 1,5 mil por cada “serviço” prestado.

Mas olha só que curioso: uma das vítimas era ninguém menos que uma ex-funcionária dele. Sim, isso mesmo. A moça só descobriu que tinha virado “sócia” de uma empresa que nunca ouviu falar quando tentou acessar um benefício social. Imaginem o nível da surpresa?

— E não para por aí. A polícia acredita que existam mais pessoas envolvidas — e muito mais vítimas por aí, talvez sem nem saberem que foram enganadas.

O que foi apreendido?

  • Vários documentos falsos, entre CNPJs e contratos
  • Um certificado digital fraudulento
  • Dinheiro em espécie — porque é claro que não dava pra confiar nem em transferência
  • E um computador, que agora vai virar prova

O delegado Gabriel França, que coordenou a operação, foi direto ao ponto: “Ele se aproveitava da confiança que as pessoas depositam em um advogado”. E agora, o profissional responde por falsidade ideológica e estelionato — e pode ser que novas acusações apareçam conforme a investigação avança.

O caso segue em aberto. E se você desconfia que pode ter caído nesse (ou em outro) golpe, a recomendação é correr para a delegacia mais próxima. Porque, como se vê, até quem deveria defender a lei pode tentar burlá-la.