
Imagina acordar com a notícia de que sua loja foi invadida... por um buraco na parede! Pois é, essa foi a cena surreal que o dono de uma ótica em Santos encontrou nesta quinta-feira. Uma verdadeira operação de cinema – do tipo que ninguém quer estrelar.
Por volta das 3h da madrugada, tudo tava quieto na Rua Augusto Severo, no Marapé. Silêncio total. Até que... surgem sombras. Dois indivíduos, hoodies cobrindo o rosto, luvas – o pacote completo do malfeitor profissional. Mas o método? Ah, esse foi de cair o queixo.
Eles não arrombaram a porta. Não quebraram a vitrine. Usaram uma técnica quase arqueológica: abriram um rombo na parede divisória que liga a ótica a uma lotérica desativada. Sim, você leu direito. Um TÚNEL. Quase uma fuga de prisão, mas ao contrário.
A câmera de segurança captou tudo. Um espetáculo deprimente de eficiência criminosa. Em poucos minutos, os meliantes meteram a mão em tudo: armações de grife, óculos escuros, até aqueles modelos caríssimos que a gente só olha com vontade. Limparam o lugar feito um furacão ganancioso.
Mas a ambição, como sempre, foi a ruína. Não contentes com o saque da ótica, resolveram que a lotérica do lado – essa, sim, ainda funcionando – era a sobremesa do crime. Tentaram pelo mesmo buraco? Acho que a ganância apagou a lógica. Deram de cara com um cofre, uma estrutura mais dura que a consciência deles. Não conseguiram passar. Azar o deles, né?
O Que Sobrou? Perguntas e Revolta
A polícia tá investigando. Acredita que os bandidos podem ter entrado pelo imóvel abandonado, uma espécie de beco sem saída que virou passagem secreta. E olha, o prejuízo? Ainda tão sendo calculado, mas donos de comércio na região já estão em alerta máximo. Medo puro.
Isso me faz pensar: até onde vai a criatividade do crime? E a nossa sensação de segurança? Uma loja, com parede de tijolo, não é mais suficiente. Santos, uma cidade usually tão tranquila, agora vira palco de um daqueles casos que a gente vê no TV e diz “nossa, que absurdo”. Pois é. A realidade às vezes imita o pior do cinema.
Se você mora na região, fica o alerta. Prestem atenção em movimentos estranhos, em propriedades abandonadas – elas podem ser a chave para essas investidas. E para os donos de comércio: reforcem tudo. Tudo mesmo. Porque hoje foi uma ótica, amanhã... bom, melhor não especular.
O caso segue sob investigação da Delegacia de Crimes Patrimoniais. Alguém deve ter visto algo. Alguém sempre vê. Esperamos que a lei ache esses caras antes que eles tentem furacão em outro lugar.