
Um cenário de puro horror se abateu sobre o Cemitério Parque da Colina, na região Nordeste de Belo Horizonte, nesta quinta-feira (28). Alguém – ou algo – cruzou uma linha que poucos ousam ultrapassar. A violação de um jazigo, um ato que fere não só a lei, mas qualquer resquício de respeito pelos que já se foram.
E não foi algo discreto. A cena era caótica, desrespeitosa. Os restos mortais que deveriam repousar em paz foram simplesmente espalhados do lado de fora do túmulo, uma visão que causa calafrios até nos mais estoicos. Quem faria algo assim? É de uma frieza que beira o inacreditável.
A descoberta veio por volta das 8h da manhã, quando um funcionário do cemitério, fazendo sua ronda habitual, se deparou com aquele desastre. Imagino o susto, a náusea. Ele não perdeu tempo e acionou a Polícia Militar na hora. O caso, obviamente, foi parar nas mãos da Polícia Civil, que agora tem a pesada missão de desvendar esse mistério macabro.
Uma investigação que começa do zero
Os peritos do Instituto de Criminalística estiveram no local, recolhendo cada fragmento de prova, cada pista que possa levar a quem cometeu esse acto torpe. Eles trabalham meticulosamente, mas a verdade é que as opções são muitas – e nenhuma delas é boa.
- Foi um roubo? Às vezes, ladrões buscam objetos de valor, até mesmo metais dos próprios caixões, numa falta de escrúpulo absoluta.
- Foi algum ritual? Infelizmente, não é tão incomum quanto se pensa.
- Ou foi simplesmente vandalismo gratuito? Alguém querendo causar pavor e transtorno, sem motivo aparente.
A polícia, é claro, está calada. Não soltou muitos detalhes, o que é compreensível. Investigação assim requer discrição. Eles devem estar vasculhando câmeras de segurança – se houverem – e falando com possíveis testemunhas. Mas num lugar como um cemitério, à noite… as testemunhas são poucas.
O sentimento é de revolta
Para além do crime, há uma profunda violação emocional. As famílias que confiaram seus entes queridos àquele local devem estar sentindo uma mistura de raiva, desespero e uma impotência enorme. É como se a dor da perda fosse reaberta de uma maneira brutal e desnecessária.
O cemitério emitiu uma nota, mas convenhamos, é pouco. Eles prometem cooperar com a investigação e tomar medidas para reforçar a segurança. Medidas que, claramente, já deviam existir. A pergunta que fica é: como algo assim pôde acontecer? Onde estava a vigilância?
Esse caso mexe com algo muito primitivo em todos nós. O respeito pelos mortos é um dos pilares básicos de qualquer sociedade. Quando esse respeito é quebrado dessa forma grotesca, é como se um pouco da nossa humanidade também se perdesse. A cidade de BH aguarda respostas, mas uma coisa é certa: o clima é de perplexidade e um profundo mal-estar.