Empresária de eventos é alvo de investigação por suspeita de aplicar golpes em Ponta Grossa
A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) está investigando uma mulher de 30 anos, proprietária de uma empresa de eventos, por suspeita de cometer golpes em contratos de casamentos, festas de 15 anos e outras celebrações na cidade de Ponta Grossa, localizada nos Campos Gerais do estado. Até o momento, pelo menos dez vítimas foram identificadas, com prejuízos financeiros que já ultrapassam a marca de R$ 86 mil, segundo as autoridades policiais.
Modus operandi dos golpes em eventos especiais
De acordo com as investigações em andamento, a suspeita atraía clientes com promessas de serviços completos para seus eventos. Após receber pagamentos totais ou parciais, ela deixava de cumprir os acordos estabelecidos nos contratos. As vítimas relataram uma série de problemas graves, incluindo o abandono completo dos eventos no dia marcado, a falta de comida e bebida para os convidados, a entrega de serviços que divergiam completamente do que havia sido combinado e a ausência de repasses a fornecedores, mesmo após o pagamento integral dos valores à empresa.
Em um dos vídeos divulgados pela polícia, uma vítima descreve a situação desesperadora: "Só refrigerante e ninguém tá comendo, só mesa vazia. Não tem ninguém pra dar apoio aqui". Esse relato ilustra o caos e a decepção enfrentados pelos clientes em momentos que deveriam ser de celebração e alegria.
Casos específicos e impactos emocionais das fraudes
Em um caso particularmente chocante, um casamento estava agendado para o final de janeiro. No próprio dia da festa, a noiva recebeu uma mensagem informando que o evento não seria realizado, causando uma enorme frustração e prejuízo. O delegado Gabriel Munhoz, responsável pelas investigações, destacou os danos psicológicos envolvidos: "Frustrando um dia especial, todo um planejamento daquela vítima que havia pago o valor integral da festa. Além do prejuízo financeiro, também tem a própria frustração e dano psicológico causado em todas essas vítimas que tem uma data única nas suas vidas estragadas pela conduta desta mulher".
O nome da empresária não foi divulgado pela polícia, mas ela já foi indiciada pelo crime de estelionato. Atualmente, a suspeita responde ao processo em liberdade, enquanto o delegado solicitou à Justiça a aplicação de medidas cautelares para evitar novos golpes.
Orientações da polícia e próximos passos da investigação
A Polícia Civil orienta que possíveis novas vítimas procurem a 13ª Subdivisão Policial (SDP) em Ponta Grossa para registrar ocorrências. Esses registros são fundamentais para auxiliar no andamento do processo judicial e no cálculo preciso do prejuízo total causado pelos golpes. As autoridades reforçam a importância de denúncias para combater esse tipo de crime que afeta diretamente a confiança dos consumidores e o setor de eventos na região.