O príncipe Harry obteve uma vitória significativa em sua batalha judicial contra a imprensa britânica. Nesta quarta-feira (22), o News Group, conglomerado de mídia do magnata Rupert Murdoch, emitiu um pedido de desculpas público e "inequívoco" ao duque de Sussex por anos de intrusão ilegal em sua vida privada e na de sua esposa, Meghan Markle.
Acordo judicial encerra batalha histórica
O pedido de desculpas foi parte de um acordo judicial que põe fim a um longo processo movido por Harry contra os tabloides "The Sun" e "News of the World", ambos pertencentes ao News Group. O acordo, anunciado no Tribunal Superior de Londres, também envolve o pagamento de uma indenização ao príncipe, cujo valor não foi divulgado publicamente.
O advogado de Harry, David Sherborne, leu uma declaração em tribunal afirmando que o grupo de mídia reconhece os atos ilegais cometidos. O anúncio ocorreu momentos antes do início de uma sessão do julgamento, encerrando uma ação histórica que envolvia não apenas Harry, mas outras 1.300 pessoas que também acusavam os tabloides de Murdoch de espionagem.
Histórico de acusações e processos
As acusações do príncipe não são recentes. Na última segunda-feira (19), durante uma audiência, Harry já havia acusado especificamente o jornal "Daily Mail" de colocar escuta em seu telefone e cometer outros atos ilegais. Este caso, no entanto, é separado do acordo com o grupo de Murdoch.
O processo contra o News Group revelou um esquema generalizado de grampos telefônicos que, em 2011, forçou o fechamento do tabloide "News of the World". Este não é o primeiro acordo do tipo para Harry. No ano passado, ele também chegou a um entendimento com o grupo do "Daily Mirror" em ação similar que envolvia acusações de interceptação telefônica.
O impacto do caso e o legado da luta
O pedido de desculpas é considerado raro e surpreendente no meio jornalístico britânico, marcando um capítulo importante na luta do príncipe pela privacidade. A declaração lida em tribunal reconheceu formalmente "anos de intrusão ilegal", abrangendo desde a vida escolar do príncipe até festas de sua adolescência, traçando um paralelo com a perseguição midiática sofrida por sua mãe, a princesa Diana.
O caso coloca novamente em foco as práticas éticas da imprensa sensacionalista do Reino Unido e representa uma vitória pessoal para Harry, que é o quinto na linha de sucessão ao trono britânico. O acordo judicial com um dos maiores conglomerados de mídia do mundo envia uma mensagem forte sobre a responsabilidade legal por violações de privacidade.