
Parece piada, mas é a mais pura realidade. Enquanto você suava a camisa para pagar cada centavo de imposto, uma galera aí no topo da pirâmide segue nadando de braçada num mar de benesses fiscais. Um estudo recente, daqueles que a gente lê e precisa respirar fundo, escancarou o abismo: os brasileiros mais ricos pagam praticamente metade dos impostos que o resto da população precisa desembolsar.
Não é brincadeira. A gente tá falando de uma diferença que dói no bolso e na alma de quem trabalha honestamente. O sistema, visivelmente torto, parece ter sido desenhado para poucos – e adivinha quem se dá bem? Pois é.
Como Funciona Essa Máquina de Privilegiar?
O cerne da questão, e isso é de lascar, está na origem da renda. Enquanto a imensa maioria depende do suor do próprio rosto – ou seja, do trabalho assalariado, que é fortemente tributado na fonte – a elite financeira vive de rendimentos de capital, dividendos, lucros e aplicações. Esses rendimentos, pasmem, têm uma taxação muito mais… digamos, amigável.
É uma matemática perversa. Quem ganha via salário já sente o baque direto no contracheque. Agora, quem vive de investimentos? A história é outra, bem mais tranquila. O resultado é uma distorção que beira o absurdo, criando duas realidades completamente distintas dentro de um mesmo país.
E o Governo? O que Diz?
Bom, a conversa sobre reformar esse sistema injusto não é nova. Roda há anos nos corredores de Brasília, mas parece sempre empacar na hora do vamos ver. Há propostas em discussão, claro. A ideia de taxar dividendos – que hoje são isentos – é a que mais dá o que falar e divide opiniões entre economistas e políticos.
De um lado, argumenta-se que é uma questão básica de justiça fiscal. Do outro, alega-se que isso poderia freiar investimentos e prejudicar a economia. Enquanto esse cabo de guerra ideológico não se resolve, o Zé e a Maria continuam carregando o piano sozinhos.
A sensação que fica é de que o jogo está viciado. Sem uma mudança estrutural, de verdade, essa conta vai continuar não fechando para a maioria. E a pergunta que não quer calar: até quando vamos aceitar calados essa desigualdade escancarada?